Conheça o OpenOffice e o Google Docs


Alternativas ao pacote Office gratuitas e disponíveis pela Internet


Utilizado por milhões de pessoas em todo mundo, o pacote Office, da Microsoft, é a base da maior parte da criação de documentos no dia-a-dia de quem usa o computador.

Mas existem outras aplicações semelhantes, gratuitas e disponíveis na internet:. Uma delas é o Open Office, ou BrOffice, um pacote open source que traz todas as principais aplicações do pacote Office. Outra é o Google Docs, com vantagens como a de manter seus arquivos na internet, acessíveis a partir de qualquer micro.

Autor: Olhar Digital
Publicado em: 28/09/2008



O corretor ortográfico para o Microsoft Word em português não tem prazo para ser atualizado à reforma ortográfica.


Mas quem quiser se manter em dia com as novas regras que regem o idioma já pode baixar o corretor ortográfico atualizado do BrOffice.org.


A comunidade responsável pelo pacote de aplicativos de código aberto se antecipou à Microsoft e já adaptou seu corretor às novas regras ortográficas do português.


O Vero, nome do verificador ortográfico do BrOffice.org, já está atualizado à reforma desde julho de 2008. “Assim que Portugal assinou o acordo, começamos a trabalhar na nova versão”, conta Raimundo Santos Moura, coordenador do projeto Verificador Ortográfico do BrOffice.org.


O BrOffice.org é a versão brasileira do pacote OpenOffice.org, que reúne aplicativos de texto, planilhas e apresentação. O pacote é inteiramente gratuito e pode ser baixado pela internet.


A equipe que desenvolve o corretor para o BrOffice.org conta com 92 colaboradores voluntários – alguns mais ativos que outros, segundo Moura. “São muitas cabeças pensando juntas. Conseguimos atualizar a ferramenta a cada três meses”, diz o coordenador.


Em contrapartida, a Microsoft ainda não atualizou o corretor do Word para as novas normas. Em um comunicado por e-mail, Eduardo Campos, gerente de produtividade e colaboração da Microsoft Brasil, disse que “ainda não há data definida para a atualização estar disponível ao consumidor final”.


“O compromisso da empresa é oferecer a atualização no corretor ortográfico, de forma gratuita, dentro do prazo estabelecido pelo governo, que termina em 2012”, diz o comunicado.


A reforma ortográfica, que pretende unificar o português escrito nos diversos países que falam o idioma, entrou em vigor em 1º de janeiro de 2009.

Fonte: InfoNews
Indicação: Fatima Conti
Publicado em: 05/01/2009



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Design é Arte?


Autor: Marcos Paes de Barros


Com as possibilidades evolutivas de expressão da Arte e do Design junto à tecnologia, fica difícil saber quais são os limites para essa evolução e consequentemente classificá-los e/ou distingui-los, levando em consideração que as mesmas ainda não foram esgotadas.

Quando as barreiras físicas não suportam mais esse entendimento, fica a critério do conceito definir quais são os limites.

Por isso optamos por um entendimento do conceito de ambas a partir de deduções, do confronto retórico e da compreensão de alguns filósofos, instituições e estudiosos selecionados e relacionados com o tema.

Começamos com Gombrich, que afirma não existir Arte, apenas artistas, sendo assim, tudo aquilo que o artista produz é Arte, inclusive se for Design.

A afirmação é de certo modo paradoxal, pois a recíproca colocaria a suposta Arte como produção do artista, mas tudo o que o artista faz é Arte?

Dos registros nas cavernas de Altamira que datam entre 15.000 e 10.000 a.C. até os cartazes da modernidade, tudo é Arte? A mesma Arte?

É compreensível a indignação de SantAnna ao relatar sua experiência com a máquina que produz fezes do artista Wim Delvoye? Merda é Arte?

Obviamente existe uma relação da suposta Arte de Delvoye com o momento histórico, talvez uma crítica à sociedade de consumo, à industrialização e ao sistema capitalista e suas consequências. Isso explicaria a produção de Cloaca, uma máquina "alimentada" duas vezes por dia e que transforma o alimento em fezes.

Cloaca tem um site próprio onde essas fezes são comercializadas e dispõe até de identidade visual. São paródias dos logotipos da CocaCola e da Ford e do mascote da Mr. Clean.


Cloaca, Museu de Arte Contemporânea, Lyon 2003.

Há uma busca de referências estilísticas, sobretudo na identidade visual da Cloaca, no Design. É um caso de Arte com aplicação de Design Gráfico.

Dorfles define Design como algo produzido por meios mecânicos, serializado e a partir de uma atividade projetual, sendo assim, aquilo que se entende por Arte e corresponde a esses pré-requisitos é também Design.

Considerando que existe atividade projetual na construção da máquina que produz fezes em um processo de produção em série e por meios mecânicos, poderíamos deduzir que as fezes também são produtos do Design. Mas qual foi a necessidade dessa produção? Qual a contribuição, em termos práticos, para a sociedade? Por mais que seja resultado de produção em série, como ficaria o conceito de padronização (consequência lógica na serialização) nas fezes geradas pela Cloaca?

Provavelmente, o surgimento da Cloaca induz questões, mas não respostas.

Retrocedendo pouco mais de 2 mil anos, encontramos Platão afirmando que Arte é transformação humana, endossado por nosso contemporâneo professor Alfredo Bosi. A busca da verdade universal, na visão platônica, e da generalidade, segundo Bosi, é o que divide opiniões.

Para Platão, Arte e belo são coisas distintas, pois a beleza está no ideal, sendo a Arte apenas uma forma de reconhecimento que busca esse ideal na transformação da matéria.

Bosi acredita que a Arte está na capacidade do artista de entender um determinado segmento e representá-lo por meio de tipos (representação de conceitos abstratos por meio de figuras simbólicas).


Jane Avril de 1899 por Tolouse Lautrec.

Em uma breve associação com os trabalhos do pintor e cartazista francês do final do século XIX, Henri de Toulouse-Lautrec, citamos uma de suas modelos favoritas representada em diversos cartazes, a dançarina Jane Avril. Jane afirmava que sua fama estava atrelada ao seu aparecimento nos cartazes.

Não seria o cartaz um instrumento de universalização ou transcendentalização para a pessoa Jane Avril? Uma inversão do pensamento platônico onde a beleza está na representação que se reflete no real? Seria o Design como um tipo de Arte às avessas segundo o pensamento platônico?

Talvez essa universalização se de pela caricaturização, onde Jane não seria retratada só como uma pessoa e sim como uma espécie de alegoria (categoria formada por um conjunto de propriedades, de características gerais), uma representante de um segmento dentro de um contexto social e histórico, como na visão de Bosi.

Concluímos com o filosofo alemão Imannuel Kant. Ele afirma que não conhecemos as coisas em si mesmas, mas enquanto objetos de nossas representações. Essa percepção do ser humano entre a matéria e a relação estética se dá por meio da experiência.

Kant propõe dois tipos de manifestações de beleza ligadas ao prazer que mais tarde foram associadas à Arte: a beleza ligada à utilidade prática de um objeto e a beleza livre (ou pura) que agrada independente de conceito ou uso.

Estes conceitos são base para as mais modernas concepções sobre o entendimento da Arte e do Design, fundamentando a Arte como beleza contemplativa e o Design como beleza funcional. Entretanto elas se fundem e trocam de papéis como no caso da Arte funcional e do Design contemplativo.

Arte funcional ou Design contemplativo no cartaz do checo Alfons Mucha?

Podemos notar certas divergências entre os entendimentos mencionados acima, pois são visões distintas que compreendem momentos e elementos em estágios evolutivos diferentes.

Em virtude dessas divergências, qualquer classificação, segmentação ou afirmação incondicional sobre ambos poderia ser leviana ou contraditória.

A relação entre ambos é estreita e com variáveis que impossibilitam afirmar se o Design é ou não é Arte. Todavia podemos concluir que o Design tem seu surgimento atrelado à Arte, seu desenvolvimento influenciou e foi influenciado por ela e na sociedade onde vivemos, a tendência é se aproximarem cada vez mais, fazendo com que a conclusão deste texto seja cada vez mais incompleta.


Bibliografia

ARNOLD, Mathias. Henri de Toulouse-Lautrec: O Teatro da Vida. Tradução Casa das Letras, Lda. Köln: Taschen, 2005. 95p.

BOSI, Alfredo. Reflexões sobre a Arte. 7 Edição. São Paulo: Ática, 2000. 80p. (Série Fundamentos)

GOMBRICH, Ernst Hans Josef. A História da Arte. Tradução: Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: LTC. 16 Edição, 2000. 688p.

KANT, Emmanuel. Crítica da Faculdade do Juízo. Rio de Janeiro: Forense Universitária. 2 Edição, 1995. 384p.

PLATÃO. A República. Tradução: Pietro Nassetti. São Paulo: Martin Claret. 2008. 320p. (Coleção a obra-prima de cada autor)

________. Banquete. Tradução: Jean Melville. São Paulo: Martin Claret. 3 Edição. 2008. p. 95-166. (Coleção a obra-prima de cada autor)

SANT'ANNA, Affonso Romano de. Desconstruir Duchamp: Arte na Hora da Revisão. Rio de Janeiro: Vieira e Lent. 1 edição, 2003. 204p.


Publicado em: iMasters
Data: 20/01/2009

Nosso Admirável Mundo Novo


Será admirável o nosso novo mundo? A quem serve esta civilização que se diz moderna e funcional e, ao aparato das técnicas, sacrifica o espírito? ... O espírito, considerado realidade menor, o espírito tolerado, quando não reprimido... Qual, o lugar do homem, numa sociedade dominada pela máquina? ... Mundo novo? Mundo intolerável? Mundo inabitável? Mundo de onde se deve fugir, de qualquer maneira? Ou, mundo a reconstruir- pedra por pedra? Com uma pureza reconquistada?



Trecho da apresentação feita pelos editores da Editores Associados, em Lisboa/Portugal, para o romance “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, publicado em 1932.



Há muitas lições para se tirar desta obra, para refletir e compreender os dias atuais. As situações vividas pelos personagens apresentam grandes semelhanças com o que vivemos atualmente.

Você já reparou o excesso e a rapidez como as informações chegam até nós? E é quase impossível afirmar que podemos passar um minuto sequer sem lidar com algum tipo de informação.

Já parou para refletir e se perguntar em que o mundo que conhecemos há bem pouco tempo atrás, e este em que vivemos hoje, está se tornando? E ainda é o mesmo mundo!

É verdade! Há algumas décadas atrás, o seriado de televisão “Jornada nas Estrelas”, o filme “2001, uma odisséia no espaço” entre outras grandes produções tratadas como Ficção Científica povoaram o imaginário das pessoas com as idéias e possibilidades que a tecnologia poderia proporcionar. Vislumbrava-se um mundo possível onde toda a energia seria canalizada para manter a paz, a união e a estabilidade das relações entre os mundos e as pessoas.

Pergunte-se: Onde termina a ficção? Onde começa a realidade?

Todos os dias, os noticiários transmitem informações sobre a crescente violência urbana e o aumento das diferenças de classes, ao mesmo tempo em que o público é levado a respirar esperança, desejo de conforto, anseio por descobrir novas formas de comunicação, transporte, cura de doenças e aumento da qualidade de vida.

Hoje o mundo assiste uma (r)evolução tecnológica sem precedentes na história. É só analisar a história da evolução humana, e o "boom" tecnológico que vivemos em menos de um século de história desde a corrida espacial, quando a miniaturização dos mais diversos aparelhos se tornou cada vez mais necessária. E a cada dia que passa o processo se acelera. Novidades surgem a todo instante com as novas pesquisas e descobertas nos mais variados campos do conhecimento.

Poucos anos atrás, ter um computador era uma idéia remota para a maioria da população. E quem imaginaria circular por diversos lugares, ao mesmo tempo em que poderia conversar e visualizar pessoas distantes? Aos poucos, com o advento de novas tecnologias, abertura de mercados e redução nos custos de produção, torna-se cada vez mais difícil para muitos ficar sem algum tipo de meio de comunicação, seja pelo celular ou através de um terminal de computador.

Relacionamento, essa é a palavra chave! A necessidade de estar no mundo, fazendo-se presente na vida de outros e sentir-se parte dela, mesmo que não seja com a presença física, mas pelo menos através da lembrança constante.

Sim, a esperança de não ser esquecido, ou melhor, o desejo de sempre ser lembrado, leva à busca de contato com o maior número de pessoas possível. Foi assim que o ORKUT se tornou o maior símbolo de relacionamentos virtuais depois do e-mail e dos comunicadores instantâneos (leia-se MSN, SKYPE, entre outros).

O acesso cada vez maior aos recursos tecnológicos de comunicação e informação proporciona que se explorem diversos estímulos a serem enviados uns para os outros através mensagens de texto, sons, imagens e vídeos.

Com a popularização das câmeras fotográficas digitais compactas, que trazem recursos cada vez mais sofisticados, fotografar ou filmar a vida, as pessoas, momentos que se quer perpetuar de algum modo, torna-se algo mais do que necessário a cada dia.

Imagine que a necessidade de registrar, comunicar através de imagens e sons, faz parte da natureza humana desde os primórdios da civilização. No começo, o homem desenhava nas paredes das cavernas e balbuciava os primeiros códigos fonéticos que garantiam uma identidade cultural, identificava um grupo. Hoje, fazendo um paralelo, qualquer um pode se valer de algum tipo de registro utilizando imagem ou movimento. Também é interessante notar que quase instintivamente se mantém o mesmo desejo "primitivo" de ser reconhecido, de ter uma identidade com o outro, formar grupos, deixar a sua marca, ser lembrado.

Assistimos agora o advento da Era da Convergência Tecnológica. Momento em que a experiência humana é cada vez mais ampliada com a utilização de técnicas e tecnologias aplicadas às diversas atividades diárias, solucionando as mais diversas situações-problema, tornando a experiência humana de viver em verdadeiros desafios e descobertas constantes.

Atualmente, viver nesse mundo exige muito mais do que simplesmente estar nele. É necessário conhecer, aprender, desaprender, reaprender, construir, desconstruir, criar e recriar. Essas são palavras de ordem, de um lado filosóficas, e que de outro se configuram como ações necessárias para garantir um mínimo de condições de relacionamento, e mesmo sobrevivência, no mundo e com o mundo, entre as pessoas.

Mas, voltando à reflexão apresentada no início deste texto, sobre a apresentação da obra de Aldous Huxley, pergunte-se até que ponto essas questões foram respondidas ou se ainda estão à espera de uma resposta. E, ao refletir, considere a possibilidade de que a resposta não está “lá fora”, mas dentro de cada um de nós. Elas dependem mais das atitudes e papéis que assumimos viver cada dia, a cada novo ano.

Viver e conviver será muito melhor, ou não, dependendo da maneira como realmente se é capaz de ser/estar no mundo, do que fazer nele e por ele, em benefício de todos!


Professor Rooney dos Santos Souza

Arte-Educador / Pedagogo (Psicopedagogia)

Orientador para Uso de Tecnologias na Educação. Professor Tutor Local nos cursos de Licenciatura em Pedagogia da UNIDERP Interativa, em Corumbá-MS. Professor de Artes na Rede Municipal de Ensino de Corumbá-MS. Consultor em Informática e Educação.


Data: 17/11/2008

Empresas Podem Monitorar O Que Os Funcionários Fazem Na Web


Uso indevido da infra-estrutura pode gerar até demissão por justa causa

Você sabe quanto tempo sua equipe passa na internet realizando atividades que não são relacionadas ao trabalho?

Levantamento feito pela empresa Networks Unlimited (especializada em monitoramento de sistemas) com uma companhia americana de 120 empregados mostrou que os funcionários passaram, em um ano, 2.400 horas em sites de esportes e de compras, isso sem falar em 250 horas gastas com sites pornográficos.

Há na internet milhares de sites e ferramentas que, se utilizados de maneira incorreta, são grandes geradores de perda de produtividade. E-mail, MSN Messenger, Orkut, YouTube e muitos outros podem se transformar em grandes causadores de prejuízos para as empresas, seja pelas horas não trabalhadas, como pelos problemas de segurança que acarretam.

O fato de a web ser uma fonte rápida de informações e um meio de comunicação eficiente com clientes e fornecedores leva o empresário a se questionar: como controlo o acesso? Qual o limite entre a privacidade do funcionário e o meu direito como proprietário das ferramentas? Como não gerar um ambiente de trabalho desconfortável?

Para ajudá-lo a responder a estas questões, selecionamos ferramentas e ouvimos especialistas no assunto.

Legalmente, as empresas têm o direito de monitorar o que seus empregados fazem na web e a navegação indevida pode levar à demissão. Para tal medida, o mercado já dispõe de diversas ferramentas que monitoram todas as tarefas executadas. Mas as ações de segurança devem ser devidamente comunicadas, para evitar problemas futuros.O Limite da privacidade “São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação” – estabelece a Constituição Federal.

Com base neste argumento, um funcionário da Igel Embalagens abriu um processo contra a empresa após ser demitido por justa causa – ele acessou sites pornográficos pelo computador da empresa e, mesmo depois de advertências, manteve tal hábito. O caso foi julgado na 2ª Vara do Trabalho de Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, que decidiu a favor da companhia, interpretando que é correto vigiar a navegação na internet na empresa.

O caso, que aconteceu em dezembro de 2006, foi o primeiro no Brasil em que uma empresa que demitiu por justa causa um funcionário que navegava em sites de pornografia durante o horário de trabalho venceu; a partir daí, outros casos foram julgados sob o mesmo critério, por jurisprudência.Isso porque a Justiça interpreta que a internet e o e-mail corporativo são ferramentas de trabalho, que pertencem à empresa e não ao funcionário, o que justifica o direito de a empresa monitorá-lo. Além disso, se uma mensagem corporativa tiver conteúdo relacionado a assédio sexual, pedofilia ou preconceito, a responsabilidade é atribuída ao estabelecimento, e não ao funcionário, conforme informa a advogada de direito trabalhista Ana Lúcia Saugo. “Segundo o artigo 932 do Código Civil, o empregador é responsável pelos atos de seus empregados durante o horário de serviço e, nestes casos [e-mails indevidos], a multa pode chegar a milhões de reais.”

Para evitar transtornos, é primordial estabelecer políticas de uso das ferramentas digitais e informá-las claramente aos funcionários. “Divulgando as regras sobre os limites em relação às ferramentas tecnológicas, a maioria dos funcionários já mudará de conduta. O outro benefício desta medida é que, se a pessoa insistir em fazer uso indevido das senhas, as gravações servem como prova jurídica a favor da empresa”, explica Patrícia Peck, advogada especializada em direito digital.

Alexandre Kita, sócio-Diretor da NK Contabilidade, conta que, antes de implantar o sistema de monitoramento, no final de 2005, todos os colaboradores foram comunicados. “Conversamos com o departamento jurídico para reformular o contrato de trabalho com os 48 funcionários, novos e antigos. A partir daí, passaram a ter consciência de que, além do bloqueio, a empresa estaria monitorando todos os acessos e trocas de mensagens.”

Como e o que bloquear

Uma das grandes dificuldades é definir o que se pode acessar na internet, muito utilizada como ferramenta de trabalho, como no caso da NK. “O departamento financeiro acessa muitos bancos, o jurídico consulta sites de tribunais e órgãos judiciais para acompanhar processos, e a área contábil precisa de links da Receita Federal e do INSS. Por isso, foi difícil definir o que seria bloqueado ou liberado”, enumera o executivo. Kita optou por cadastrar os links de acordo com as necessidades de cada área.

A maioria das ferramentas de monitoramento dispõe de uma interface que permite personalizar o acesso por departamento e até individualmente, de acordo com as necessidades de cada usuário. Outra questão é o conforto que a rede mundial traz no momento de resolver problemas pessoais. Por isso, os fornecedores sugerem que as empresas liberem o acesso no horário do café, do almoço e depois do expediente. “Um site muito consultado é o da Caixa Econômica Federal, por causa da Loteria. Se eu o bloquear, o colaborador irá até a loteria pessoalmente; o mesmo acontece no caso do internet banking”, analisa Francisco Camargo, presidente da CLM software.

Fernando Fontão, engenheiro de sistemas sênior da Websense, observa que o acesso a sites de relacionamento e e-mails particulares em horários de descanso cria um ambiente mais agradável. “Com isso, os funcionários trabalham melhor. Muitas pessoas sentem-se confortadas ao acessar sites de relacionamentos no final do dia e lembrar que têm 250 amigos, ou ver um recado de alguém querido”, observa o executivo.

Após decidir o que seria bloqueado, Kita, da NK Consultoria, incumbiu três pessoas do departamento de TI de monitorar e cadastrar links a serem bloqueados ou liberados. Contudo, uma só pessoa é suficiente para administrar a rede de uma companhia de pequeno porte e as escolhas podem ser feitas com base nos relatórios emitidos pelas soluções de monitoramento.

Os perigos da transferência de arquivos

Baixar música parece ser uma atividade inofensiva, já que o download pode acontecer em paralelo com o trabalho. No entanto, pode acarretar a uma redução de performance da rede em até 70%, conforme o volume de arquivos – além de questões jurídicas associadas à pirataria. Kita conta que, após implementar a o monitoramento, o desempenho da rede aumentou em 100%. “Tínhamos funcionários que baixavam música e vídeo, e isso afetava muito o nosso link”, relata o executivo. “Um banco, por exemplo, encontrou tráfego de iTunes durante o expediente que ocupava mais de 30% do link de 1 Mbps”, informa Osmar Correa, country manager da Allot Comunications do Brasil.

Para identificar os tipos de transferências de dados, há diversas soluções no mercado. A AC400, da Allot, rastreia o tráfego na camada sete da rede, a última camada segundo o modelo OSI, na qual é possível enxergar o aplicativo, e não apenas o endereço IP. O Websense Express detecta as assinaturas dos pacotes de dados e consegue identificar mais de 30 protocolos de transferência; em ambos os casos, é mais fácil identificar qual aplicativo está sendo utilizado.

Mensageiros instantâneos

A maior parte dos empresários não sabe como lidar com os mensageiros instantâneos.

Kita, da NK Contabilidade, optou por liberar o MSN apenas para a área comercial, já que esta é uma ferramenta amplamente utilizada para contato com clientes e prospects e, por conseqüência, para fechamento de negócios. “Em alguns casos, se houver três fornecedores online e não houver nenhum representante de sua empresa, você pode perder uma oportunidade”, observa Orácio Kuradomi, diretor da Micro Frequecy, que oferece soluções para monitoramento de sites, e-mail e mensagens instantâneas.

Ele cita ainda a importância deste tipo de software para comunicação interna, que pode facilitar a aprovação de compras e de contratos. Mas, por outro lado, a ferramenta permite manter o funcionário conectado, durante todo o expediente, a amigos.Sua empresa fornece, para resolver esta questão, o sistema Uniconet, que permite um controle do MSN “com rédeas curtas”: é possível bloquear contatos, impedir a exibição de avatares e o envio de emoticoms e winks, além de desabilitar o recurso de transferência de arquivos. E não adianta o usuário apagar o histórico. “Por isso, a recomendação é que os empregados criem um contato de MSN para ser usado somente na empresa. Também é importante disparar uma mensagem de aviso de que aquela conversa está sendo gravada assim que ela começar”. Outra solução é usar mensageiros corporativos como o Office Comunicator, da Microsoft, ou o Sametime, da IBM.

Ao adotar essas medidas, é quase certo que você saberá o que acontece na sua empresa, sem surpresas desagradáveis. “Percebemos uma maior dedicação das pessoas ao seu trabalho”, conclui Kita. Mas é preciso transparência. Não se esqueça que os funcionários têm o direito de saber que estão sendo monitorados.

Fonte: RH Portal
Autor: PC World
Data da publicação: 01/01/2008
Data: 17/11/2008

Bambu e champagne


Com a explosão dos netbooks no mercado, o nome ASUS tem sido mais associado ultimamente a notebooks de baixo custo. Afinal, foi seu Eee PC, o modelo original com processador de 900 MHz e tela de 7 polegadas, que começou toda essa história.


Mas a empresa, que tem sede em Taiwan, faz muito mais que Eee PCs (e derivados como a Eee Box, Eee Top e afins), e tem máquinas com configurações variadas atendendo do executivo ao gamer. Duas delas se diferenciam do resto do mercado pelo design: são o EcoBook e o S101.


O EcoBook, que está vindo para o Brasil com o nome de ASUS Série Bambu, se destaca pelo acabamento: em vez do plástico usado na maioria dos modelos, ou do metal (alumínio, principalmente) frequentemente encontrado em modelos “top”, ele traz revestimento em… bambu. Sim, o mesmo bambu com o qual você fazia varas de pesca ou varetas para montar pipas quando criança.



Não é necessário se preocupar com a durabilidade da máquina por causa do material usado. O bambu é conhecido por ser incrivelmente resistente, mais que algumas ligas metálicas de acordo com o modo de uso, e na Ásia é usado há muito tempo como substituto da tubulação de aço na montagem de andaimes para a construção civil.


São dois modelos, com telas de 12,1 ou 11,1 polegadas, equipados com processadores Intel Core 2 Duo, monitores LED com resolução de 1280 x 800 pixels, leitor de cartões de memória (8 em 1), webcam integrada, gravador de DVD e opções de discos rígidos de 120 ou 160 GB, discos híbridos de 320 GB com 256 MB de flash ou discos SSD de até 32 GB (no modelo de 11 polegadas).


O modelo de 12,1 polegadas tem processador de vídeo NVIDIA GeForce 9300 com 256 MB de memória e pesa 1.57 Kg, enquanto o modelo de 11,1 polegadas tem gráficos integrados Intel GMA 3100 e pesa 1.25 Kg. Ambos são equipados com a tecnologia “Super Hybrid Engine”, que monitora os padrões de uso da máquina e ajusta dinamicamente as configurações de energia, garantindo economia nos momentos de menor atividade e desempenho quando necessário.


Segundo a ASUS, o sistema pode “ampliar a autonomia da bateria entre 35% e 70% em comparação a máquinas com a mesma configuração, mas sem esta tecnologia, e ainda assim permite aos usuários aumentar o desempenho de seus sistemas em até 23%”. Os notebooks de bambu devem chegar ao mercado nacional por volta do final deste ano, início do ano que vem. Os preços ainda não foram definidos.


Outra máquina interessante lançada pela ASUS recentemente (no exterior) é o ultraportátil S101, apelidado pela imprensa de “Eee PC de luxo”. Com visual sofisticado, a máquina chamou a atenção por suas características físicas: peso de 1 kg e dimensões de 26,4 x 18 x 2.5 cm, que o tornam menor (exceto na espessura) e mais leve que o Macbook Air, o ultraportátil do momento. Mas a configuração é típica da série Eee, com processador Intel Atom, 1 GB de RAM, HD de 30 GB (ou SSD de 16, 32 ou 64 GB), monitor LCD widescreen de 10 polegadas (1024 x 600 pixels), leitor de cartões (4-em-1) e webcam embutida.



O acabamento, com direito a pintura perolizada, está disponível nas cores marrom, champagne ou grafite. Para arrematar o quesito elegância, a ASUS incluiu cristais na dobradiça entre o monitor e o resto do gabinete. Um luxo só. O preço, lá fora, é mais alto que o de outras máquinas de sua categoria, mas não ultrajante: US$ 700. Ainda não há informações sobre um eventual lançamento no Brasil.




Publicado em: IG Tecnologia
Autor: Rafael Rigues
Data: 07/11/2008

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Um pouco de arte...

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Meu passatempo favorito é a fotografia digital e tratamento de imagens!

Lusco-fusco em Corumbá-MS

Lusco-fusco em Corumbá-MS
Até uma foto com problemas de foco e que, teoriamente, estaria perdida, pode se transformar em obra de arte!