BSA usa site educativo para auxiliar no combate à pirataria


Site penseantesdecopiar.com é voltado a jovens, pais e educadores para conscientizá-los sobre a importância do tema.


A Business Software Alliance (BSA), organização que representa a indústria de software comercial, lançou um site para promover conscientização quanto ao tratamento de software e à proteção dos direitos autorais, segurança cibernética, e-commerce e outros temas relacionados à internet.

O www.penseantesdecopiar.com foi produzido em conjunto com especialistas em educação da Young Minds Inspired e é dedicado a crianças, adolescentes, pais e professores para criar uma cultura responsável e adequada para o espaço online, afirma a organização.

O site possui um programa educativo dividido em "Conheça os Riscos" - sobre como as pessoas são afetadas com a pirataria - "Faça o que é Legal", "Proteja seu espaço pessoal", "Direitos autorais" e guias educativos. Os módulos podem ser baixados gratuitamente.

“Realizar cópias de um trabalho protegido por estas leis é o que se chama de ‘pirataria’, uma ação muito semelhante a pegar o que não é nosso. E é exatamente isto que queremos destacar e ajudar os pais e professores a ensinar com o site penseantesdecopiar”, ressalta Frank Caramuru, gerente da BSA no Brasil.


Fonte: Redação do IDG Now!
Publicado em: 14/08/2008
Data: 15/08/2008

Na era da informática, desafio é ensinar


Mais computadores nos lares significa acesso mais fácil à internet. Não é à toa, portanto, que cresce em progressão geométrica a quantidade de pessoas com acesso à rede. No Brasil, já são 40 milhões.

No mundo de hoje, em que as crianças têm o primeiro contato com as máquinas cada vez mais cedo, o desafio dos professores é evitar que os pequenos se limitem a apenas reproduzir o conteúdo da rede em trabalhos escolares.

Para a pedagoga e mestre em formação de professores Simone Rodrigues Batista, que leciona Novas Tecnologias em Comunicação e Educação no Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte), é fundamental o professor se adequar ao perfil do aluno atual.

''Não é que o aluno ficou mais preguiçoso. A partir de 2001, pesquisas indicam que as crianças têm ligações entre os neurônios mais rápida. São os chamados nativos digitais. Eles não aceitam mais aulas fora de padrões de interatividade. Desligam da aula porque não está adequada ao mundo de hoje'', analisou.

Segundo Simone, a escola não pode insistir só nas metodologias tradicionais. ''É o que acontece em muitos lugares, porque nem todas as escolas têm os recursos ou nem todos os professores estão preparados para trabalhar com novas tecnologias'', constata. ''Não adianta pegar um menino do mundo de hoje e insistir em questionários, ponto na lousa, porque a aula não terá significado para ele'', finalizou.

Em tempos em que os trabalhos escolares se limitam, muitas vezes, à reprodução do conteúdo à disposição na rede, a pedagoga indica uma saída. ''Tem que mostrar a importância do livro, mas incentivar o uso da internet. Na rede há muita informação, mas não quer dizer que haja profundidade nelas'', comparou.

Fonte: A Tribuna
Data: 08/08/2008

Blog já deixa de ser mero diário virtual


Professores o usam para intercâmbio de informações e difusão de idéias

Publicado em 29/05/2008
Por Lilian Burgardt

Criar um website para divulgar seu trabalho era o sonho do especialista em Linux e jovem professor da escola People informática, em Sorocaba, interior de São Paulo, David Dias. A falta de técnica para desenvolver uma página funcional, porém, postergava a criação de sua 'vitrine virtual'. Ao ouvir falar do blog como possível solução para o problema, Dias deixou seu preconceito em relação à ferramenta de lado e apostou na idéia. Assim nasceu o prof-david.blogspot.com - blog criado para difundir idéias sobre a plataforma Linux. O projeto não só deu visibilidade ao professor como lhe rendeu convites para colaborar como articulista em revistas especializadas do segmento.


Para Dias, o blog que nasceu por acaso, meio desacreditado, por ele não enxergar na ferramenta todas as possibilidades que ela oferecia, acabou saindo melhor do que a encomenda. Hoje, além de um espaço para expor suas idéias, ele também serve de espaço para estabelecer contatos e ministrar palestras Brasil afora sobre o uso do Linux como ferramenta tecnológica. "Além de ferramenta de trabalho - já que o utilizo em sala de aula como indicação de conteúdo para os alunos - ele tem este caráter de divulgação de artigos técnicos e soluções de tecnologia", explica.


O fato de o blog ter conferido a Dias boa visibilidade como os convites para colaborar em revistas e sites especializados (Linux Magazine, Viva o Linux, Br.Linux e Guia do Hardware) reforça a tese de que trata-se de uma ferramenta em potencial para alavancar a carreira do professor. Dias, no entanto, acredita que isso só acontece com o tempo e ao passo que o professor tem clareza sobre o que espera do blog e como a ferramenta pode ajudá-lo a obter o que se espera.


"É errado pensar que criar um blog resolverá todos os problemas e, sozinho, servirá como expositor do professor. É preciso dar tempo para o ele amadurecer, para as pessoas o conhecerem e encararem seu autor como referência no assunto. Isso tudo depende de dedicação ao blog e de atualização constante (tanto da página como do professor) junto aos temas que serão discutidos e postados na plataforma on-line", explica Dias.


Por essa razão, o professor se preocupa em atualizar seu blog diariamente. O tempo que dedica a ele é de duas a três horas diárias - dependendo do tamanho do artigo publicado. "Claro, há dias que eu simplesmente não consigo tocar no blog, mas me preocupar com seu ritmo de atualização é importante porque isso ajuda a fidelizar os usuários. Se um usuário acessar com freqüência sua página ele pode até incluí-la em seu Feed RSS (sistema de armazenamento de páginas on-line que avisa sobre as últimas atualizações), o que fará com que ele seja um visitante assíduo do seu material. Isso é muito bacana", diz ele.



Da universidade para a sociedade


Assim como o professor Dias viu no blog o potencial de mostrar ao mundo o conhecimento que detinha dentro de si e gostaria de repassar, o professor de graduação e pós-graduação da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), em São Paulo, Alfredo Passos, decidiu escrever um blog para difundir para a sociedade aquilo que é discutido na universidade.


O professor, que já tinha um blog chamado inteligência competitiva, - uma das técnicas utilizadas para análise da concorrência - decidiu criar outro para tratar de temas de estudo e pesquisa em sua área de estudos: http://blogs.universia.com.br/alfredopassos/. "Na universidade, a gente tem fácil acesso às dissertações e teses que circulam dentro. O blog é uma ferramenta que pode aproximar a universidade da sociedade ao passo que serve de instrumento para divulgação destes trabalhos, além de promover discussões que tenham partido do universo acadêmico", explica.


Passos explica que o doutorado foi sua grande motivação para desenvolver o novo blog. "Em meu doutorado senti a necessidade de pesquisar ainda mais e trocar informações com colegas sobre temas de nossa área de estudos. Daí surgiu a idéia de manter um blog como uma espécie de laboratório de informações mercadológicas, ou seja, um lugar que reunisse tendências e pesquisas em minha área de estudos".


O professor da ESPM diz que sua maior preocupação é trazer para o blog informações que possam interessar não só a alunos que o acessam, mas professores/pesquisadores da área que usam a ferramenta como canal de troca de conhecimento. "Acho que a principal função do blog é essa. Nunca a vi como ferramenta para alavancar a carreira, mas com ela você troca informações e debate idéias com pessoas que nem sempre fazem parte do seu ciclo fechado de amigos. Você pode estar em contato com seus colegas e ao mesmo tempo estar conectado a outros professores e pesquisadores que navegam em busca de conhecimento", ressalta Passos.


O professor da faculdade de Direito da UnB (Universidade de Brasília), Marcus Faro, encontrou no blog uma forma de expor para a sociedade o que seu grupo de pesquisa intitulado "Direito, Economia e Sociedade" produzia em termos de estudos jurídicos. Segundo o professor, o principal objetivo do blog economialegal.wordpress.com é servir de plataforma não só para difusão, mas também para a troca de conhecimento. "Ele ajuda a informação a circular mais livremente e rapidamente, tanto para os alunos como para a comunidade externa à universidade. Às vezes, você pode publicar artigos ou trechos de capítulos de livros que podem servir de fundamentação para um argumento. Além de democratizar o acesso a informação, o blog ainda ajuda em sala de aula", opina o professor.


Para Faro, a ferramenta on-line ainda serve como caminho para que professores possam trocar informações com outros especialistas de forma mais dinâmica, caso eles também tenham suas páginas na Internet. Ele cita a experiência norte-americana em que não só professores têm blogs, mas universidades os mantêm a fim de difundir o conhecimento. Quando questionado se ele acessa este tipo de material com freqüência, Faro é enfático: "não só acesso como recomendo este tipo de material para meus alunos e ainda indico os melhores sites internacionais para discussão de temas no próprio blog Economia Legal", afirma.


Blog para difundir idéias


Há exemplos de professores que já mantinham suas páginas on-line dentro dos respectivos departamentos em sua universidade, mas decidiram criar seu blog pessoal para difundir idéias de maneira mais livre. É o caso do professor titular do Instituto de Informática da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), José Palazzo Moreira de Oliveira.


Há alguns anos, Oliveira já mantinha uma página no instituto da universidade para divulgar o que era feito em termos de pesquisa dentro do departamento. Ao criar seu blog pessoal http://palazzo.pro.br/wordpress/ ele encontrou a independência que procurava para expor estudos e pesquisas de seu interesse, além de debater idéias por meio de crônicas ou artigos.


"Hoje, meu blog funciona como um canal de comunicação com alunos e ex-alunos porque trata de ensino pesquisa, mas também aborda a inserção social na ciência da computação", explica. Segundo o professor, freqüentemente a ferramenta também tem servido de auxílio para trocar experiências e debater idéias com outros professores e pesquisadores.


"Essa, aliás, é a principal atração que vejo no blog. A possibilidade de conectar pessoas de realidades distintas para discutir assuntos de interesse comum. Trata-se de uma ferramenta em potencial para aproximar as pessoas. No caso dos professores, pode ser uma alternativa a mais para enriquecer o que é discutido em sala de aula", opina Oliveira.


Professores inspiram alunos


Aluno do curso de Engenharia Elétrica com ênfase em sistemas eletrônicos da USP (Universidade de São Paulo) Fernando José Capeletto Neto vê no blog uma excelente alternativa para difundir conhecimento a um baixo custo e estimular os estudantes em sala de aula.

Atraído pela idéia que começou em sala de aula o estudante que já mantém três blogs - um para cada experiência de ensino/pesquisa na sua carreira - pretende desenvolver uma dissertação de mestrado sobre convergência digital e ensino.

"Em cada momento da sua carreira o blog pode servir para difundir experiências pessoais/profissionais, como foi o meu caso. Minha idéia de mestrado é juntar essas experiências que tive e aplicar isso na escola pública. O objetivo seria usar a ferramenta para difundir conhecimento e estimular outros estudantes a aprender em ambiente on-line", diz.


Fonte: UNIVERSIA/Brasil
Data: 02/08/2008

Professor "blogueiro"


Razões para criar um blog e usá-lo como aliado em sala de aula


Publicado em 03/08/2007
Por Lilian Burgardt

Desde que surgiram no mundo virtual, os blogs deixaram de ser apenas diários on-line para assumir funções muito mais significativas no processo de comunicação. Alimentados por especialistas, muitos deles acabam formando opinião por serem tão ou mais atrativos do que publicações jornalísticas consagradas. Basta acompanhar o número de clicks e postsblog um aliado para quem procura e, também, produz conhecimento. É aí que, na opinião de especialistas, a ferramenta se traduz em uma grande aliada dos professores no processo de ensino/aprendizagem. comentando as notícias para saber quais são os mais bem sucedidos. Justamente o seu dinamismo e a possibilidade de ampliar a difusão de idéias é que faz do um aliado para quem procura e, também, produz conhecimento. É aí que, na opinião de especialistas, a ferramenta se traduz em uma grande aliada dos professores no processo de ensino/aprendizagem.


O uso do blog em sala de aula pode trazer mais dinamismo para a realização e apresentação de trabalhos, facilitar o dia-a-dia de professores e estudantes que têm no ambiente virtual uma espécie de arquivo de documentos, além de aproximar os alunos, que podem discutir idéias e opiniões sem que estejam no mesmo espaço físico e ao mesmo tempo. "É uma ferramenta incrível que auxilia os professores em suas atividades em sala, além de permitir uma maior exposição de seus conhecimentos para o público", ressalta a autora e docente de cursos on-line para a COGEAE da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Fundação Vanzolini e UnicenP (Centro Universitário Positivo), Betina Von Staa.


A especialista acredita tanto no poder do blog na Educação que aponta diversas razões para que os professores busquem a tecnologia como aliada e passem a ter seus blogs como campus virtual de suas aulas ou vitrines de suas idéias e trabalhos. Segundo Betina, com o hábito de escrever e ter seu texto lido e comentado, não é preciso dizer que se cria um excelente canal de comunicação com os alunos, tantas vezes tão distantes. Além de trocar idéias com a turma, no blog, o professor faz isso em um meio conhecido por eles, pois muitos costumam se comunicar por meio de seus blogs pessoais. "O professor 'blogueiro' certamente se torna um ser mais próximo deles. Talvez, digital, o professor pareça até mais humano", reflete.


O aspecto mais saudável do blog, na opinião de Betina, é que os posts sempre podem ser comentados. Com isso, o professor, como qualquer "blogueiro", tem inúmeras oportunidades de refletir sobre as suas colocações, o que só lhe trará crescimento pessoal e profissional. "Este docente certamente começa a refletir mais sobre suas próprias opiniões, o que é uma das práticas mais desejáveis para um mestre em tempos em que se acredita que a construção do conhecimento se dá pelo diálogo", defende.


Não é preciso dizer que, com tanta conexão possibilitada por um blog, o professor consegue ampliar sua aula. Alunos interessados podem aproveitar a oportunidade para pensar mais um pouco sobre o tema, o que nunca faz mal a ninguém. Além disso, o blog permite que os próprios alunos vejam os trabalhos dos colegas e consigam fazer uma comparação das idéias resultantes de cada trabalho, o que é saudável para o aprendizado. Quem viveu isso na prática, defende que o recurso funciona e melhora a relação dos alunos com as atividades, além de suas reflexões sobre os trabalhos.


Sai o cartaz e a lousa, entra o blog e o You Tube


A professora de Geografia da Escola Walter Fortunato, de São José dos Campos, Juliana Terra, é um exemplo de prática bem sucedida. Tudo mudou em sala de aula quando, ao invés de cartazes com mapas pregados na lousa, ela propôs que seus alunos da 9º série - em média, com 14 anos de idade - passassem a utilizar ferramentas como o You Tube para criar seus projetos e apresentações e postá-los no blog da turma. "Foi um sucesso. Os alunos se mostraram mais interessados nesta produção porque poderiam utilizar outros recursos tecnológicos, além de tornar seus trabalhos públicos e, ao mesmo tempo, conferir e comentar os dos colegas", diz Juliana.


Para ela, o sucesso do blog em sala de aula é, também, uma vitória pessoal, já que torna seu trabalho mais atraente. "A motivação dos alunos é também a do professor. As aulas cada vez mais dinâmicas fazem com que eles participem e que o professor fique mais motivado", acredita. Além disso, tem o lado prático do ambiente virtual que também facilita, e muito, o dia-a-dia do professor e que, por isso, também desperta o seu interesse em aprender e dominar novas tecnologias. "Não preciso mais voltar para casa com pilhas de trabalho para corrigir. Basta que eu acesse os endereços postados pelos alunos para conferir e avaliar a produção. Depois disso tudo, passei a me interessar pelo You Tube, coisa que já tinha ouvido falar, mas nunca parado para acessar", lembra a professora.


Ela lembra ainda que, ao mesmo tempo em que o professor abre uma nova janela para ampliar seu conhecimento, os alunos (nativos digitais) também encontram novas aplicações para ferramentas que, na maioria das vezes, são usadas apenas para a diversão. "A grande maioria acessa os sites de vídeo para ver cenas engraçadas na Internet, nunca tinha parado para pensar que um trabalho de escola poderia ter sido feito e postado lá para que, assim, esteja visível a mais pessoas interessadas em tal conhecimento", afirma.


Blog para enseñanza de español


Ao contrário do que muita gente pensa, o blog, como auxiliar do professor, não se limita ao Ensino Fundamental e Médio. No Ensino Superior - este ano se formam e chegam ao mercado os primeiros nativos digitais - e até no ensino de línguas, o antigo diário on-line passa a ocupar papel importante. Foi isso que constatou durante sua dissertação de mestrado - realizada à época em que ocupava o cargo de coordenadora dos cursos de idiomas do SENAC-SP -, Heloíza Lanza, atual coordenadora dos cursos de educação a distância da instituição e professora de tecnologia educacional nas Faculdades Sumaré e no Uninove (Centro Universitário Nove de Julho).


Quando os blogs ainda engatinhavam no Brasil, Heloíza se perguntava se não havia jeito de adaptar o seu uso para o ensino de idiomas, uma vez identificada a dificuldade dos professores em fazer com que os alunos lidassem com a escrita de textos, apesar de estarem habituados ao uso de e-mails e do MSN. "Propus aos professores que utilizassem ferramentas de escrita em sala de aula. Nessa época, o blog ainda não era uma realidade nem para os próprios alunos", lembra.


Ao passo em que professores e alunos iam se acostumando à nova proposta, Heloíza evoluía em sua dissertação, identificando várias possibilidades de trabalho com temas transversais, além de ir articulando as temáticas em diferentes disciplinas. Hoje, após a conclusão do trabalho, ela acredita que o blog não só é importante por ampliar a possibilidade de interação aluno/aluno, aluno/professor e professor/professor, mas por permitir um trabalho apurado que vai além da língua escrita. "O blog é uma ferramenta que não foi criada para ser usada em sala de aula, mas que trabalha muito bem a língua escrita, a colaboração e a interação", destaca.


Hoje, Heloíza mantém dois blogs no ar, o professorblogueiro.zip.net, que reúne as tarefas sobre sua dissertação de mestrado, e o blog botecoead.blog.terra.com.br, com foco em educação a distância e discute o uso do blog como tecnologia educacional. A dissertação de mestrado de Heloíza Lanza "Uso Pedagógico do Blog no Ensino-Aprendizagem de Espanhol: elaboração e avaliação de uma Tarefa", está disponível na rede na página de teses e dissertações da PUC-SP.


Vitrine para você, professor


Para o professor, assim como em outras profissões, o blog ainda serve como alavanca da carreira. Suas idéias, seus trabalhos, suas discussões, interesses, preferências, enfim, tudo relacionado a você e ao seu trabalho está em uma espécie de vitrine, à vista para o mundo. "O professor que possui um blog tem mais possibilidade de ser visto, comentado e conhecido por seu trabalho e suas reflexões. Por que não experimentar a fama pelo menos por algum tempo?", indaga Betina.


Outra vantagem é que, conectado à modernidade tecnológica e a uma nova maneira de se comunicar com os alunos, o educador também vai acabar conectando-se ainda mais ao mundo em que vive. Isso ocorre concretamente nos blogs por meio dos links que ele é convidado a inserir em seu espaço. Os blogs mais modernos reservam espaços para links, e logo o professor "blogueiro" acabará por dar algumas sugestões ali.


"Ao indicar um link, o professor se conecta ao mundo, pois muito provavelmente deve ter feito uma ou várias pesquisas para descobrir o que lhe interessava. Com essa prática, acaba descobrindo uma novidade ou outra e tornando-se uma pessoa ainda mais interessante", diz. Além disso, o blog será um instrumento para conectar o leitor a fontes de consulta provavelmente interessantes. E assim todos permanecem conectados: professor, colegas, alunos e mundo.


Também é possível que os professores entrem nos blogs uns dos outros. "Essa troca de experiências e de reflexões certamente será muito rica", completa Betina. Para ela, em um ambiente onde a comunicação entre pares é tão entrecortada e limitada pela disponibilidade de tempo, até professores de turnos, unidades e mesmo escolas diferentes poderão aprender uns com os outros. E tudo isso, muitas vezes, sem a pressão de estarem ali por obrigação. "É claro que os blogs mais divertidos serão os mais visitados. E não precisamos confundir diversão com falta de seriedade profissional", conclui.


Fonte: UNIVERSIA/Brasil
Data: 02/08/2008

Tecnologia e cultura


Quando a tecnologia ainda era uma novidade, muitas profecias sobre o seu futuro foram anunciadas e, pouco tempo depois, tornaram-se obsoletas. Uma das mais conhecidas, a de Ken Olson, chairman e fundador da Digital Equipment Corporation, é talvez a que mais longe passou do alvo proferido. Olson afirmou que não havia qualquer razão para que alguém quisesse ter um computador em casa. De 1977, ano da falida previsão, aos dias de hoje, tudo decorreu de forma oposta à profecia. No Brasil, as vendas de computadores chegaram, no primeiro trimestre deste ano, a 2,82 milhões de PCs, o que equivale a mais de 21 computadores vendidos por minuto, segundo dados da consultoria IDC (International Data Corporation).


Essa tendência reflete-se no mundo todo, principalmente em países de economias emergentes, como é o caso de Brasil, Rússia, Índia e China. À medida que aumenta o número de computadores domésticos, cresce também o contingente de usuários da internet. Nesse sentido, consultoria JupiterResearch, prevê que, em 2012, um quarto da população mundial terá acesso à rede, chegando ao patamar de 1,8 bilhões de pessoas conectadas. Hoje, no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), 22,4% da população maior de 10 anos de idade tem acesso à internet, pelo menos uma vez por mês.


A revolução digital, há muitos anos prevista e estudada por teóricos mais precisos que Ken Olson, já é uma realidade e tem modificado o comportamento e as relações humanas. Carro-chefe dessa revolução, a internet impulsiona novas linguagens, formatos e meios de difundir a cultura. Mas ela não é a única. Aparatos tecnológicos como câmeras de vídeo e celulares influenciam diretamente a implementação de projetos culturais.


Exemplo dessa apropriação tecnológica para a cultura, o projeto Anima Escola, desenvolvido no Rio de Janeiro, foi concebido para suprir uma demanda de professores que freqüentavam o Estúdio Aberto do Festival Anima Mundi e queriam aprender as técnicas para realizar oficinas de animação com seus alunos. “Entre uma sessão e outra do festival Anima Mundi, ensinávamos o público a montar, rapidamente, seu próprio filme de animação. Isso despertou o interesse das crianças participantes e de seus professores, que pensaram em inserir a experiência no cotidiano escolar”, conta Joana Milliet, coordenadora do Anima Escola 2008 - que percorrerá escolas municipais do Rio de Janeiro no segundo semestre deste ano. Em seis anos de existência, o projeto capacitou 1.473 professores e 9.610 estudantes.


Joana acredita que o advento das novas tecnologias, como as utilizadas no Anima Escola, tornam as técnicas de linguagem de animação mais próximas e compreensíveis para os participantes. “Antigamente, o processo de produção de um filme de animação era mais caro e difícil de realizar. Hoje, temos um software gratuito e fácil de se operar, o MUAN, que captura e edita animações. Entendendo os princípios básicos da linguagem da animação, qualquer pessoa pode fazer seu filme, seja na escola ou em casa”, conta. O MUAN – que está disponível para download no site www.muan.org.br – possui código aberto, o que significa que os próprios usuários do programa podem atualizar o software, tendência comum na sociedade tecnológica.


O que o projeto Anima Escola tem alcançado em suas oficinas é um dos reflexos do que a apropriação da tecnologia acarreta nos dias atuais: a transformação de espectadores em produtores de conteúdo. E, ao contrário do que possa parecer, a mudança de paradigma não substitui a produção cultural como ela é conhecida, mas, sim, amplia suas possibilidades, conforme explica Joana. “Mesmo utilizando novas tecnologias, todo o processo de produção de uma animação é bastante artesanal. Para fazer um filme, podem ser utilizados desenhos, massinhas de modelar, cartolina, itens do artesanato local ou o que mais a imaginação intuir. A diferença é que a tecnologia proporciona uma comunicação do conteúdo mais ampla, cria meios para realizá-lo e democratiza o acesso”.


Com a possibilidade de se expressar em diferentes linguagens, os professores capacitados pelo Anima Escola podem trabalhar melhor os temas da cultura local, aproximando a escola da realidade do aluno. “Com uma câmera digital e um computador, o professor já pode fazer uma animação. No projeto, conseguimos melhorar, ano a ano, a qualidade técnica dos vídeos, ainda que nossa maior preocupação continue sendo a qualidade e riqueza do processo, e não o produto final”, salienta a coordenadora do Anima Escola 2008.



Reciclar tecnologia


Para ajudar a reduzir a falta de acesso à informação e à tecnologia, carências ainda preocupantes na sociedade brasileira, um grupo de jovens se mobilizou em rede e deu início a um projeto denominado MetaReciclagem. No começo, em 2002, o foco era a captação de computadores doados, que eram remanufaturados e colocados em funcionamento, com o uso de software livre, para serem direcionados a projetos sociais. Mas o projeto ganhou vulto e tanta notoriedade que passou a ajudar na formulação de políticas públicas de tecnologias de informação e comunicação, em esfera federal. “Hoje, a MetaReciclagem articula ações de apropriação crítica de tecnologias. Já tivemos a oportunidade de atuar em diversos projetos de tecnologia social, tanto em âmbito governamental quanto no terceiro setor”, conta Felipe Fonseca, um dos criadores da MetaReciclagem.


A MetaReciclagem também desenvolve ambientes colaborativos na internet, incentivando a formação de redes sociais. “Estamos fazendo nossa parte para valorizar a cultura brasileira, na qual a invenção e a criatividade fazem parte do cotidiano”, diz Fonseca. Para ele, a internet é um ambiente fantástico para descentralizar a informação e a produção artística e cultural. “A maior disponibilidade de ferramentas de comunicação e o acesso à informação e à cultura trazem mais benefícios do que problemas, a partir da emergência de uma cultura mais colaborativa, humanista e ética”, argumenta.


Com essa articulação em rede e com a convergência digital dos meios eletrônicos, as formas de interação surgidas nesse processo têm invertido a lógica tradicional, que previa um conteúdo único feito para milhões de pessoas. Agora, são milhões de conteúdos produzidos para cada pessoa, ou seja, um amplo leque de canais difundindo informação a diversos públicos interessados.


Baseado nesse cenário, o ministro da Cultura, Gilberto Gil, fez uma análise reflexiva do tema, na 3ª Audiência Pública sobre Conteúdo Audiovisual em Tempos de Convergência Tecnológica, realizada no Senado Federal, em 23 de agosto de 2007, e afirmou que “a convergência digital é um fenômeno cada dia mais cultural, e vai afetar, no médio prazo, as chances e oportunidades culturais de cada brasileiro”.


Para Gil, a grande vantagem é que as novas formas de produzir conteúdo se tornam, também, novas formas de permitir o acesso à cultura e à produção cultural. “O que chamamos de cultura digital é uma possibilidade aberta para avançar na expansão das fronteiras que limitam dramaticamente o acesso à informação e à tecnologia”, disse Gil aos parlamentares.


Sobre os temas democratização do acesso à cultura e à informação, a cidade de Pequim, na China, tomou uma atitude visionária. Símbolo do crescimento que a China tem alcançado nos últimos tempos, apesar da resistência política à abertura da internet e da censura que ainda existem no país, a cidade planeja construir, até 2010, uma rede de conexão à internet sem fio, que cobrirá toda a capital chinesa. Para isso, o projeto Pequim Sem Cabos prevê a construção de nove mil pontos de acesso wi-fi, distribuídos em locais públicos, e 150 estações com tecnologia sem fio (wi-max). Tudo isso para unir tecnologia à produção, sobretudo a cultural, e disponibilizá-la à população.


Com essa iniciativa, os chineses demonstram terem compreendido muito bem o que um dos mais famosos sociólogos espanhóis e estudioso da rede, Manuel Castells, profetizou em seu livro A Galáxia da internet. Com muito mais chances de ser lembrado por seu acerto, e não pelo erro, como Ken Olson da Digital Equipment Corporation, Castells afirmou que a internet seria, acima de tudo, uma criação cultural e que as relações humanas, cada vez mais, se darão em um ambiente multimídia, cujos impactos ainda estão por serem estudados.

Fonte: Democratização Cultural/Grupo Votorantin
Data: 31/07/2008

Páginas

Um pouco de arte...

Um pouco de arte...
Meu passatempo favorito é a fotografia digital e tratamento de imagens!

Lusco-fusco em Corumbá-MS

Lusco-fusco em Corumbá-MS
Até uma foto com problemas de foco e que, teoriamente, estaria perdida, pode se transformar em obra de arte!