TI INSIDE Online - Tablets cada vez mais substituem computadores pessoais, aponta Gartner

Segunda-feira, 14 de janeiro de 2013, 15h26

 
 A demanda aquecida por smartphones e tablets é apontada por diversas consultorias como a principal responsável pela desaceleração das vendas de computadores em todo o mundo, pois os consumidores estão cada vez mais dando preferência à compra de dispositivos móveis. Para o Gartner, entretanto, a queda acentuada nas vendas de PCs tem origem mais profunda — a indústria passa por um momento de mudanças e, no chamado mercado de consumo, alguns usuários estão adquirindo tablets como seu principal equipamento, substituindo notebooks e desktops. No mercado corporativo, por outro lado, as atividades continuam a ser realizadas em máquinas tradicionais.

“Os tablets mudaram drasticamente o panorama para a indústria de PCs, não apenas 'canibalizando' as vendas, mas causando uma mudança mo consumo, quando da substituição de computadores antigos”, avalia o principal analista do Gartner, Mikako Kitagawa. Antes, a consultoria havia desenhado um cenário no qual os consumidores usuariam dois equipamentos: PC e tablet, como dispositivos pessoais. Mas, agora, a preferência é por um tablet para uso pessoal, enquanto as atividades administrativas e criativas são realizadas em um computador compartilhado. "Pessoas com os dois equipamentos serão exceção. Por isso, arriscamos a dizer que os consumidores não irão substituir o PC de casa, ao contrário, irá mantê-lo, mesmo ultrapassado, e direcionar a compra para um tablet”, diz Kitagawa.

Essa transformação, segundo o Gatner, foi motivada pelo lançamento de tablets de baixo custo no ano passado. “O lado positivo para os fanricantes é que haverá um aumento no preço médio do PC, à medida que usuários substituam as máquinas para realizar atividades mais complexas”, afirmou o analista.

Assim como os dados da IDC divulgados na semana passada, o Gartner projeta uma queda na venda de computadores entre outubro de dezembro do ano passado. Dados preliminares, apontam que foram vendidos 90,3 milhões de PCs no período, o que representa uma queda de 4,9% quando comparada ao ano de 2011.

Ainda em relação ao quarto trimestre de 2012, o Gartner constatou uma redução nas vendas de notebook, maior até que a queda registrada entre os computadores de mesa. As remessas de laptops tiveram retração de 11% na comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto os embarques de desktops foram 6% inferiores, no mesmo intervalo. No ano de 2012, o Gartner calcula que a remessa de PCs ficará em 352,7 milhões, ou 3,5% de queda em comparação com 2011.
 
Da Redação

TI INSIDE

Diferenciar, individualizar e personalizar o ensino


Muito se tem falado que os alunos aprendem de formas diferentes. Que o modelo formatado para educação de massa está em xeque. Que os currículos precisam ser reformulados. Que os professores devem entender as demandas específicas dos estudantes. É aí que as palavras diferenciação, individualização e personalização do ensino viram questão de ordem, mesmo que esses conceitos não estejam claros para os educadores e, no fundo, pareçam a mesma coisa. A dupla de especialistas Barbara Bray e Kathleen McClashey, pioneiras na capacitação para uso do universo digital em sala de aula, percebeu a confusão e resolveu dar uma mãozinha.

“Sabíamos que a terminologia era confusa e resolvemos ajudar”, diz Barbara, que trabalha com tecnologias educacionais desde a década de 90. Ela e Kathleen, que preside a EdTech Associates, uma organização que ajuda estudantes e escolas a serem mais bem sucedidos com tecnologia, montaram uma tabela explicando a diferença entre os três termos. O Povir resumiu, traduziu e ilustrou. Confira.

Individualização do ensino


Começa com a necessidade específica de um aluno dentro de um grupo. O professor é capaz de identificá-la e, a partir dela, propor atividades que façam sentido para aquele aluno. Tecnologias e atenção do docente são voltadas para uma necessidade de uma pessoa. As avaliações do aprendizado tentam medir se, com todos os recursos investidos, o aluno aprendeu ou não. “Aqui, o professor dirige o aluno, que é dependente”, diz Kathleen.

Diferenciação


Já a diferenciação parte de um grupo de alunos com objetivos em comum. As atividades são voltadas a satisfazer as expectativas de cada grupo e, portanto, o professor terá em sala times de estudantes envolvidos em tarefas diferentes, que ele concebeu e orientou. Neste tipo de aprendizagem, é preciso construir uma relação de confiança entre as partes, para que o professor possa exercer sua liderança com o apoio dos alunos. A avaliação aqui é usada para facilitar a aprendizagem, uma vez que os feedbacks dados pelos professores ajudam os alunos a avançarem na construção do conhecimento.

Personalização


Nesta abordagem, o processo começa com um aluno, suas habilidades, sonhos e dificuldades. Ele reconhece, em sala, colegas com interesses, paixões e aspirações semelhantes e tem autonomia para fazer o design de seu aprendizado: escolhe o que estudar, de que forma, com que ferramentas e com qual grupo. No ensino personalizado, as habilidades e competências dos estudantes são valorizadas. Por isso, as avaliações são baseadas naquilo que o aluno domina e o aluno pode ser convidado a expressar o que sabe por meio de um portfólio. “O professor é apenas um facilitador e o aluno é mais responsável pelo que aprende”, diz Barbara.

Parece difícil preparar um ambiente de educação personalizada em sala de aula? A dupla preparou um passo a passo, em inglês, para ajudar o professor interessado em promover a personalização do ensino. As educadoras também organizaram um blog em que discutem o tema com pessoas de todo o mundo.



Fonte: Portal Aprendiz
Publicado em: 24/08/2012

Como reduzir a fadiga visual após usar o computador

 

Seus olhos ficam vermelhos e irritados depois de muito tempo em frente ao micro? Veja algumas dicas simples e baratas que você pode usar para resolver o problema.

Passar muito tempo em frente ao computador pode prejudicar seus olhos. A chamada “Síndrome da Visão de Computador” (CVS - Computer Vision Sindrome) é uma condição real com sintomas que você já deve ter notado em algum ponto de sua vida: olhos vermelhos após uma longa sessão de jogos, sensação de que eles estão “secos”, coceira, irritação e talvez uma sensibilidade mais elevada à luz.

Há várias formas de evitar o problema. A maiora delas é simples, exige só um pouquinho de tempo e quase nenhum dinheiro, embora existam meios mais sofisticados, e caros, de conciliar o tempo em frente ao PC e o bem-estar de seus olhos. De qualquer forma, seu esforço será recompensado.

O básico: iluminação

Você até pode achar que a imagem de seu monitor parece mais nítida e agradável em uma sala escura, mas na verdade você está forçando seus olhos a “trabalhar dobrado” para perceber corretamente diferenças extremas de contraste. O mesmo acontece quando você coloca sua tela em um lugar que gere muitos reflexos: não só a imagem fica horrível, como toda aquela luz refletida prejudica a clareza da imagem e força os olhos a ajustar o foco com mais frequência.

Se você não está no escritório, não coloque seu computador debaixo de uma lâmpada fluorescente. Este tipo de iluminação é uma das situações mais inóspitas com os quais seus olhos podem lidar. O melhor é usar a luz natural em abundância, de preferência vinda de uma janela posicionada perpendicularmente à sua tela. Você pode até ficar tentado a colocar o monitor em frente a uma janela imensa para que possa apreciar um pouco da paisagem enquanto trabalha, mas todo o brilho vindo lá de fora pode cansar ainda mais os olhos.

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Coloque a tela de seu computador perpendicular à uma janela para aproveitar a luz natural

Ao colocar o monitor de forma perpendicular a uma fonte de luz natural, procure o equilíbrio entre a iluminação e os reflexos, posicionando a tela de forma que a luz não reflita diretamente nela. Tenha paciência, já que alguns minutos de ajuste agora irão lhe economizar horas de agonia mais tarde. Cortinas e persianas podem ser de grande ajuda para controlar o nível de luz durante certas horas do dia.

Você deve suplementar esta iluminação natural com luz artificial para o período noturno. Lâmpadas de teto, mesmo as incandescentes, não são a melhor opção por causa do potencial para produzir reflexos. O ideal é usar algo que ilumine a mesa e o monitor de forma indireta, evitando grandes diferenças de contraste. Uma pequena luminária de mesa entre a parede e o monitor, gerando uma iluminação difusa, é uma ótima opção. Na hora de escolher a lâmpada, prefira modelos identificados como “luz natural” e de baixa potência.

Técnicas avançadas

Se você quer algo mais impressionante e eficiente que uma pequena lâmpada sobre a mesa, talvez deva dar uma olhada em sistemas de iluminação conhecidos como “bias lighting”.

Você pode não reconhecer o nome, mas já deve ter visto o conceito em uso em TVs de alta-definição da Philips da família “Ambilight”. A idéia é simples: LEDs na traseira do monitor projetam luz colorida na parede, o que ajuda a reduzir os reflexos em ambientes pouco iluminados e faz com que a imagem pareça mais nítida.

Timothy Seppala, da Sound and Vision, descreve os benefícios da técnica em declaração ao site Ars Technica: “ela funciona porque provê luz ambiente suficiente em uma área para evitar que as suas pupilas se dilatem demais. Isso reduz a fadiga quando há mudanças súbitas no brilho da imagem”.

O problema é que há poucas combinações de aparelhos e software que permitem criar a combinação perfeita em um PC: luzes que mudam de acordo com a imagem que é exibida no monitor. Gostamos das Cyborg Gaming Lights, da Mad Catz, compostas por dois módulos com três LEDs cada (vermelho, verde e azul) que são capazes de reproduzir praticamente qualquer cor. Nos EUA, elas custam US$ 100.

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Cyborg Gaming Lights: LEDs podem produzir qualquer cor

Basta plugá-las a uma porta USB e à tomada, colocá-las atrás do monitor, apontadas para a parede e rodar um utilitário. Você pode escolher uma cor para a luz, ou definir uma lenta transição entre uma série de cores. Também é possível programar as luzes para que reflitam a cor dominante do que está sendo exibido na tela, seja um jogo, um filme ou uma foto.

Outra alternativa para quem está montando um PC é o Halo 6 LED Bias Lighting Kit, da Antec (US$ 13 nos EUA), ou alternativas como a Ledberg ou Dioder. É uma faixa com seis LEDs brancos que deve ser fixada atrás do monitor. As luzes não mudam de cor como na solução da Mad Catz, mas você tem benefícios similares gastando muito menos.

Além da luz

Outros truques que você pode usar para reduzir a fadiga visual incluem o uso de aplicativos para lembrá-lo de fazer uma pausa para “descansar os olhos”. Usuários do Chrome podem usar a extensão “Gimme a Break!”, e fãs do Firefox tem como opção a Auto Timer. Para cada 20 minutos que você passa olhando para a tela, bastam 20 segundos olhando para algum outro lugar para “descansar” os olhos. Não é tão difícil, certo?

Mas há outras dicas de software: são boas as chances de que seu monitor esteja com níveis de brilho e contraste bastante altos, já que eles vem ajustados de fábrica desta forma para tornar as imagens mais atraentes. Infelizmente isso não é nada bom. A primeira medida é reduzir o brilho da tela, afinal para quê “bombardear” seus olhos com luz em excesso?. Depois, use o guia de calibração do site Lagom.nl para calibrar corretamente seu monitor.

A “temperatura de cor” também pode afetar adversamente seus olhos após longos períodos de tempo. O F.Lux é um aplicativo gratuito que ajusta automaticamente a temperatura de cor de seu monitor de acordo com o período do dia: mais “fria” (e portanto mais branca) de manhã, simulando a luz do sol, e mais “quente” (mais amarelada) no fim do dia, quando “você não deveria estar olhando para o sol”, dizem os autores do programa. O programa usa sua localização para calcular corretamente os horários no nascer e pôr do sol, e fazer as mudanças de acordo com a posição dele no céu.

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F.lux: ajuste da temperatura de cor de acordo com o horário

Por fim, há óculos especiais para uso em frente ao computador, como os modelos produzidos pela Gunnar Optiks. A empresa afirma que seus óculos reduzem reflexos e ajudam a manter os olhos lubrificados. Normalmente fazemos isso piscando, mas estudos mostram que temos tendência a piscar muito menos enquanto olhamos para uma tela. Não dá pra dizer que nossos olhos viraram verdeiras “piscinas” com o produto da Gunnar, mas após algumas maratonas em frente ao micro usando os óculos, realmente notei menos fadiga. Entretanto, demora um pouco para você se acostumar ao tom amarelado das lentes.

Fonte: David Murphy, PCWorld EUA
Publicado em 20-07-2012

Letra cursiva: usos, tradições e ensino


Artigo publicado na newsletter semanal +Educação

A origem do sistema de representação da língua escrita explica a importância da letra manuscrita. Durante muitos séculos, somente a nobreza e a parcela considerada culta da sociedade obtiveram o acesso à língua escrita e, consequentemente, à detenção do poder. Os copistas, profissionais especializados na arte de preservar os manuscritos, foram extremamente importantes e ocupavam lugar de destaque na sociedade desde a Idade Média.

Após a industrialização e o advento da imprensa, os materiais impressos começaram a se tornar mais acessíveis às pessoas. Contudo, a letra cursiva se manteve como característica de indivíduos mais escolarizados. Com a massificação do ensino no Brasil, a entrada na escola significava autorizar as crianças a obterem acesso ao escrito. Ainda assim, o ensino de escrita e leitura se baseou em atividades de prontidão, através das quais se acreditava que a criança desenvolveria as habilidades motoras necessárias para, posteriormente, traçar as letras.

Nesse momento, o mais importante era aprimorar os traçados e aperfeiçoar o controle motor fino. Somente após essas tarefas de prontidão é que as crianças poderiam aprender as letras, usualmente do simples para o complexo, através de tarefas de cópias de listas de palavras e do estímulo à decodificação letra-som.

Com a crescente pesquisa na área educacional, além dos altos índices de adultos capazes de decodificar os textos e incapazes de interpretá-los, surgiram propostas educacionais que, prioritariamente, estivessem a favor do real ensino e aprendizado da escrita e da leitura. Vale lembrar que o crescimento do mercado de literatura infantil e a abrangência da internet também contribuíram para que as crianças tivessem acesso ao escrito desde muito cedo.

Desta forma, os exercícios de prontidão deram lugar a tarefas cognoscentes, ou seja, as crianças eram convidadas a pensar ao invés de realizarem cópias e repetições. Além disso, os traçados e movimentos repetitivos cederam espaço para tarefas com o real objeto do conhecimento, isto é, as letras e os gêneros textuais.

A letra cursiva, por sua vez, continua a ocupar um importante espaço no currículo brasileiro, mas a sua introdução e uso passaram a ocorrer depois que as crianças tornavam-se alfabéticas, ou seja, capazes de estruturar o pensamento através do sistema de representação escrito. Em outros países, a letra cursiva é introduzida ainda mais tardiamente. Por exemplo, isso ocorre apenas na 3ª série do ensino fundamental nos Estados Unidos e, ainda assim, elas não são obrigadas a utilizá-la nas tarefas escolares. Atualmente, alguns Estados americanos tornaram esse ensino opcional, clamando que, na sociedade contemporânea, há outras áreas que merecem maior destaque e dedicação.

Em minha recente participação em um Congresso sobre Escrita e Leitura na Universidade de Columbia, em Nova Iorque (EUA), a letra cursiva não foi sequer tema de aula, planejamento, teoria ou prática docente para os grupos de 1º ano. A conferência centrou-se em como estruturar o ensino nas escolas, para formarmos indivíduos que saibam qualidade de escrita e que sejam, acima de tudo, exímios leitores.

Essa temática é certamente alvo de inúmeras discussões e debates, o que não deve ser negado, pois possibilita que o ensino seja sempre repensado e reorganizado em consonância com as reais necessidades de cidadãos de nosso século.

Debater nessa esfera significa buscar as origens históricas de nossos conteúdos e as razões que nos impulsionam a ensiná-los aos nossos alunos. Deverá essa prática modificar as estruturas cerebrais dessa nova geração, negar o passado ou simplesmente se adequar à modernidade?

Autora: Roberta Deliberato é coordenadora de educação infantil da Escola Internacional de Alphaville, em Barueri (SP).

Fonte: Revista Profissão Mestre, newsletter semanal +Educação
Publicado em: 24-01-2012

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Um pouco de arte...

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Meu passatempo favorito é a fotografia digital e tratamento de imagens!

Lusco-fusco em Corumbá-MS

Lusco-fusco em Corumbá-MS
Até uma foto com problemas de foco e que, teoriamente, estaria perdida, pode se transformar em obra de arte!