Veja diferença entre plágio, paráfrase e paródia; leia trecho da nova Gramática Houaiss


Uma das mais conhecidas maneiras de reelaborar um texto é o plágio, caracterizado pela apropriação ou imitação ilícita de um texto alheio. Outras formas de reescrever um texto, como a paráfrase e a paródia, não são consideradas ilícitas.

A nova "Gramática Houaiss da Língua Portuguesa" (Publifolha, 2009) explica a diferença entre o plágio, a paráfrase, a paródia e outras formas conhecidas de reelaboração de texto.

Leia abaixo breve trecho do livro que define as formas mais conhecidas de reelaboração de texto.

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4.5.6.4.2 Reelaboração - A reelaboração consiste em produzir um texto (texto meta) derivado de outro (texto fonte). A relação entre os dois é geralmente de todo e todo. Entre os modos de reelaborar um texto, cinco são bem conhecidos, como segue.

  • 4.5.6.4.2.1 Paráfrase - A paráfrase consiste em refazer um texto fonte em função de seu conteúdo. É uma categoria que abrange resumos, condensações, atas, adaptações relatórios.
  • 4.5.6.4.2.2 Tradução - Tradução é uma variedade de reescrita de um texto, em que o texto meta é reelaborado em uma língua diferente daquela em que foi produzido o texto fonte. Tradução e paráfrase mesclam-se no gênero 'tradução adaptada', comum quando se trata de traduzir obras literárias muito extensas para o público infantil ou infanto-juvenil.
  • 4.5.6.4.2.3 Paródia - A paródia é a recriação de viés crítico, com intenção cômica ou satírica. Na paródia, o texto fonte não é apenas o ponto de partida. Ele permanece entrevisto no espaço do texto recriado, sem o que se perde o efeito de sentido da paródia.
  • 4.5.6.4.2.4 Plágio - O plágio consiste na apropriação ou imitação, essencialmente ilícita, de texto alheio. Pode ser parcial ou total, distinguindo-se da paráfrase e da paródia por ocultar seu processo de criação. A facilidade, criada pela internet, do acesso a textos alheios aumentou consideravelmente a prática do plágio nos meios acadêmicos.
  • 4.5.6.4.2.5 Retificação - A retificação consiste no ato discursivo pelo qual o enunciador corrige ou modifica uma palavra, uma construção, uma formulação com o propósito de tornar a expressão mais precisa ou mais adequada. O alvo da retificação é normalmente um fragmento de texto, e pode ser extraído de um discurso alheio ou do discurso em processo do próprio enunciador, como nesta passagem de Nelson Rodrigues:

"(O pintor) punha no colarinho uma gravata feérica ou, melhor dizendo, uma gravata que era um repolho multicolorido." [RODRIGUES, 1993: 225]

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Divulgação

Já redigida de acordo com a nova ortografia, a nova "Gramática Houaiss da Língua Portuguesa" explica o funcionamento das regras do português de maneira clara e oferece ferramentas para interpretação e redação de texto.

O autor é José Carlos de Azeredo, doutor em letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professor adjunto do Instituto de Letras da UERJ. Azeredo é autor também de "Escrevendo pela Nova Ortografia" (Publifolha, 2008).

"Gramática Houaiss da Língua Portuguesa"
Autor: José Carlos de Azeredo
Editora: Publifolha
Páginas: 584
Quanto: R$ 69,90
Onde comprar: Nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 e no site da Publifolha

Autor: Folha Online
Publicado em 28/03/2009 - 16h26

Entenda as diferenças entre mestrado, doutorado e especialização

 

O que é melhor: fazer uma especialização ou um mestrado? Qual é a diferença entre "Lato sensu" e "Stricto sensu"? Devo apostar em um mestrado profissionalizante ou acadêmico?

 

Livro ensina a planejar custos da educação e traz informações sobre cursos

Reprodução

 

Estas e outras dúvidas que permeiam a cabeça das pessoas que querem aprofundar seus conhecimentos após a universidade são respondidas pelo livro "Como Planejar a Educação" , da "Série Sucesso Profissional Finanças Pessoais", da Publifolha.

Veja abaixo trecho do livro sobre a pós-graduação.

PÓS-GRADUAÇÃO: MESTRADO, DOUTORADO E ESPECIALIZAÇÃO

Importante passo na vida de qualquer pessoa, atingir o mais alto grau da educação formal no Brasil é um grande desafio. Para ter uma idéia, o número de alunos matriculados no mestrado e doutorado não passa de 0,51% da população.

Diferenças

Os cursos de pós-graduação no Brasil são divididos em dois grupos:
Lato sensu - Estão classificados neste grupo os cursos de extensão/ aperfeiçoamento e os de especialização.
Stricto sensu - São os cursos de mestrado profissionalizante, mestrado e doutorado.

Os índices

A partir de 1991, houve um crescimento do número de alunos no mestrado e doutorado, atingindo um total de aproximadamente 87 mil matrículas. Nos últimos 15 anos, o volume de estudantes matriculados no mestrado cresceu quase 80%, enquanto no doutorado as matrículas triplicaram.

Dissertação e Tese

Dissertação - Estudo aprofundado sobre um campo do saber.
Tese- Estudo que deve trazer algo de novo para um campo do saber, como, por exemplo, uma nova teoria ou um novo tratamento de doenças.

Mestrado Profissionalizante

Curso menos teórico que o acadêmico e voltado para o mercado de trabalho. O aluno deve apresentar uma dissertação - monografia - em forma de projeto ou estudo de caso para obtenção de titulação.

Mestrado Acadêmico

Pós-graduação voltada para o ensino e a pesquisa. Oferece o título de mestre em determinado campo do saber, portanto é um curso direcionado para quem deseja lecionar. São cursos que exigem proficiência em outra língua, além do português, usualmente o inglês. Para obtenção do título é necessária a preparação de dissertação.

Doutorado

Curso voltado para a formação de pesquisadores, dedicado exclusivamente à vida acadêmica e que busca o aprofundamento intenso em determinado campo do saber. Para obtenção do título é obrigatória a defesa de tese.

Custos da Pós-Graduação

Os cursos de mestrado ou doutorado são oferecidos pelas instituições de ensino mais tradicionais do mercado. Há opções tanto em escolas públicas quanto particulares. As escolas públicas não cobram pelo curso, enquanto nas escolas particulares os valores variam entre R$ 300 e R$ 900, dependendo do número de créditos cursados. Mas fique atento: algumas instituições fornecem bolsas de estudo.

Formação de Ponta

Há diversos cursos de Master in Business Administration no Brasil, mas nem a qualidade e o reconhecimento variam muito entre eles.

Ganhos

Observando-se os dados dos dez melhores MBAs brasileiros, verificamos que a média salarial dos participantes subiu algo como 33% depois de concluído o curso.

MBA à Brasileira

São cursos de especialização em administração de empresas que buscam a ampliação dos conhecimentos diretamente aplicáveis aos negócios. A sigla MBA vem do nome em inglês Master in Business Administration, mas não se engane, esses cursos são do tipo lato sensu. Algumas entidades oferecem como complemento ao currículo do MBA parcerias com instituições estrangeiras, proporcionando um período de estudos fora do país.

"Como Planejar a Educação"
Autores: Fabio Gallo Garcia e William Eid Júnior
Editora: Publifolha
Páginas: 72
Quanto: R$ 19,90
Onde comprar: Nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha

Fonte: Folha Online

Data de Publicação: 11/04/2009 - 13h18

Os perigos do filtro tecnológico

REVISTA EDUCAÇÃO – ANO 12 - EDIÇÃO 143 – MARÇO DE 2009

 

Objetos de sedução dos jovens, o computador e a tecnologia ainda não se traduzem em ganho para os processos de aprendizagem o âmbito escolar. Sua utilização divide os educadores: vamos mudar nossa forma de ler o mundo ou empobrecê-la?

- Henrique Ostronoff

crinacasnotebook Durante um evento promovido por uma associação de editoras, o crítico literário e professor Antonio Candido de Mello e Souza, um dos intelectuais mais respeitados do país, discorria sobre livros e leitura. Num dado momento, lembrou de sua vida escolar na infância e adolescência em Poços de Caldas e da relação com seus primeiros livros didáticos, do carinho que sentia por eles e como instigavam sua imaginação. Contou a história de um professor de português que usava Os Lusíadas, de Luís de Camões, para ensinar análise sintática. Para o autor de Formação da literatura brasileira, analisar as estrofes do clássico quinhentista de Camões era um verdadeiro suplício, mas ao mesmo tempo um desafio prazeroso, pois ele e os colegas tinham uma enorme vontade de aprender. 

Cerca de 80 anos da experiência por Antonio Candido no ginásio de uma escola pública do interior de Minas Gerais, a prática de aprendizado que ele viveu pode parecer conservadora. Basta imaginar o que aconteceria hoje, em uma grande cidade, se um professor do ensino fundamental II resolvesse ler Camões com os seus alunos. Não seria nem preciso que pedisse uma análise sintática. Apenas que fizessem um trabalho sobre Os Lusíadas.

Provavelmente o aluno não precisaria nem adquirir o livro. Correria para o computador de casa, da escola ou de uma lan house, entraria na internet e digitaria o nome do livro em um programa de busca.  De cara, receberia cerca de 580 mil respostas de páginas contendo o título da obra. Se fosse mais esperto, buscaria "Lusíadas resumo" e obteria cerca de 300 mil respostas. Refinando ainda mais a pesquisa com "análise Lusíadas", seriam 86 mil verbetes. No entanto, se tentasse "Camões", o serviço de busca lhe daria 2,7 milhões de opções. Depois de escolher uma página que lhe parecesse mais interessante passaria para o processo de "copia e cola", jogaria o conteúdo no processador de texto e imprimiria. Pronto. A tarefa estaria cumprida. Não seria preciso nem ler o que "escreveu".

Esse exemplo extremo, embora comum, é apenas uma amostra dos efeitos que a tecnologia pode ter nas relações do processo de ensino. O fenômeno não se restringe a países com resultados educacionais abaixo da média, como é o caso do Brasil, sempre em posições inferiores nos testes internacionais que comparam as situações escolares. A informatização da educação se espalha pelo mundo como reflexo do ambiente de comunicações instantâneas, que oferece uma quantidade infindável de informações.

A idéia de restringir ao máximo a tecnologia nos processos pedagógicos encontra eco entre alguns estudiosos do tema. No entanto, a maior parte dos especialistas defende a sua utilização como forma de auxílio ao processo de aprendizagem, desde que não seja usada como um fim em si mesma e não sirva apenas como chamariz para motivar os alunos. E todos chamam a atenção para uma condição essencial para a melhoria do ensino, com informatização ou não das escolas: a formação adequada do professor para desenvolver uma consciência crítica em relação ao uso dos meios tecnológicos.

 

Explosão tecnológica

JovensLanHouse Acostumados à troca veloz de informações, os jovens de hoje vêem a escola como uma instituição à parte de seu mundo

A utilização dos meios digitais de comunicação começou a alastrar-se a partir de meados dos anos 1990, com a crescente globalização mundial. O desenvolvimento da banda larga permitiu acesso rápido à internet.

Os computadores cada vez mais "amigáveis" e com preços acessíveis e suas variações com tamanhos cada vez mais reduzidos possibilitando maior mobilidade, como notebooks e celulares multifunção, disseminaram o uso da grande rede mundial de informações.

Programas de comunicação instantânea possibilitam a troca de mensagens escritas e contato virtual com a transmissão não só de voz, como de imagens em tempo real por meio de câmeras de vídeo simples.

Os jogos eletrônicos podem contar com a presença simultânea de vários participantes, cada qual em um ponto do planeta. Os sites de relacionamento unem sob um mesmo grupo de interesse gente que possivelmente nunca se conhecerá cara a cara. E os blogs permitem que qualquer pessoa mantenha sua própria página, sobre os mais variados assuntos.

No Brasil, em abril de 2008, 22,4 milhões de pessoas usaram internet residencial, 18,3 milhões delas com banda larga, segundo o Ibope/NetRatings. Aumento de mais de 50% em relação ao ano anterior. E a média de tempo de navegação foi de 22 horas e 47 minutos por pessoa ao mês, índice dos mais altos do mundo.

Nascidos digitais

Esse uso intenso e freqüente do mundo digital motivou a criação do conceito de "Homo zappiens". No livro homônimo, cujo subtítulo é Educando na era digital, o autor Wim Veen, diretor da área de Educação e Tecnologia da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, afirma que essa nova "espécie" de jovens cresceu usando intensamente múltiplos meios da tecnologia. "Esses recursos permitiram às crianças de hoje ter controle sobre o fluxo de informações, lidar com informações descontinuadas e com a sobrecarga de informações, mesclar comunidades virtuais e reais, comunicar-se e colaborar em rede, de acordo com suas necessidades." Dessa forma, tendo como referência países do mundo desenvolvido, Veen diz que os alunos desta geração, ao perceber a escola como instituição à parte de seu mundo, consideram-na como algo irrelevante em suas vidas cotidianas. No dia-a-dia escolar, mostram comportamento dito hiperativo e concentração intermitente, preocupando pais e professores. "Mas o Homo zappiens quer estar no controle daquilo com que se envolve e não tem paciência para ouvir um professor explicar o mundo de acordo com as suas próprias convicções. Na verdade, o Homo zappiens é digital e a escola analógica."

crinacasnotebook2 Alunas de colégio em Piraí (RJ) em projeto que distribuiu laptops para os alunos. Para especialistas, não adianta usar novas tecnologias e não renovar o fazer pedagógico
 

 


Para Wim Veen, o Homo zappiens começa o seu aprendizado no computador. No game via internet, com a colaboração de outros participantes busca as estratégias necessárias para vencer etapas desenvolvendo capacidades para categorizar e resolver problemas, além de adquirir outras habilidades metacognitivas. Assim, o importante para ele é a forma como lida com a informação. Veen considera que a aprendizagem nos dias atuais se dá efetivamente quando os indivíduos "tentam construir o conhecimento a partir das informações outorgando significado a elas".

Em uma hipotética metodologia pedagógica dedicada ao Homo zappiens, o pesquisador holandês prevê que as escolas deixariam de treinar as crianças para a certeza. Os alunos seriam preparados com o objetivo de que obtivessem flexibilidade suficiente para atuar em uma sociedade permeada pelo conhecimento intenso e em constante mudança. A aquisição de conteúdo deixaria de ser o objetivo principal da educação e os professores teriam o papel de orientadores que oferecem apoio especializado aos alunos, os quais teriam independência para "aprender sobre questões e problemas da vida real".

Para Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, professora do Departamento de Ciência da Computação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a cultura digital é uma realidade, inclusive no Brasil. "A criança de hoje é diferente. Mesmo que  não trabalhe o tempo todo com o computador em casa, como no caso das classes populares, ela já está inserida nessa sociedade."

Por conta disso, a especialista da área de tecnologia e formação de professores afirma que quando se fala de acesso do estudante à internet, deve-se treiná-lo para selecionar os conteúdos adequados. "E para que o aluno faça isso é preciso prepará-lo de uma forma diferente porque ele não está acostumado a sair em busca da informação. Ele já recebeu a informação que foi selecionada previamente muito antes de termos esses recursos. Então, hoje, a lista de conteúdos que é trabalhada na escola, numa determinada ordem, foi definida levando em conta o desenvolvimento da criança antes da sociedade digital", diz.

Ainda segundo a professora da PUC-SP, os recursos tecnológicos têm como conseqüência a transformação da relação entre professor e aluno. "A tecnologia estrutura nosso modo de pensar. Qualquer tecnologia. Com o caderno e o lápis, eu tenho uma determinada direção para expressar o meu pensamento - da esquerda para a direita, de cima para baixo. Se vou expressar por meio de uma fotografia ou vídeo, tenho de pensar de forma diferente para fazer essa representação. Quando vou trabalhar com o computador e a internet, também vou pensar de forma diferente." Sendo essa tecnologia um meio de comunicação não tradicional, "mudam as relações entre professores e alunos, mudam as relações que se estabelecem na escola", afirma.

Apesar de defender a implantação de tecnologia para o processo de aprendizado nas escolas com o objetivo de inserir a sociedade no mudo digital, Elizabeth Almeida acredita que é necessário "analisar quais recursos tecnológicos podem contribuir na aprendizagem, que potencialidades têm e limitações também, porque toda tecnologia tem potencial e limitação". E que é essencial um olhar crítico, que  "é saber analisar determinada tecnologia e saber quando ela é adequada para ser incorporada numa atividade pedagógica". Acrescenta que não se trata de simplesmente informatizar o ensino. "Não é colocar no computador as lições e o conteúdo atuais e o aluno ficar ali acessando o conteúdo e a informação. Uma aula dialógica pode ser muito competente. É um desperdício usar a tecnologia para isso, é muito cara para ser usada dessa maneira."

Tecnologia para quê?

No site de compartilhamento de vídeos digitais YouTube, a animação Tecnologia ou Metodologia? (http://br.youtube.com/watch?v=IJY-NIhdw_4), realizada pelo Grupo de Trabalho de Imagem e Conhecimento da Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac), mostra uma sala de aula onde crianças aprendem a tabuada. Elas simplesmente lêem em voz alta e em uníssono os números apontados pela professora em um cartaz pregado ao quadro-negro. De repente, a aula é interrompida pelo diretor que anuncia uma "nova escola" modernizada por meio da implantação de "ferramentas modernas" para o ensino. "Uma semana depois..." aparece a classe informatizada, com um computador sobre a carteira de cada aluno. A professora aperta um botão e uma tela se desenrola automaticamente sobre o quadro-negro. Nesse momento, o projetor passa a transmitir imagens. Da tabuada.  E os alunos voltam à mesma cantilena: duas vezes um, dois; duas vezes dois, quatro; duas vezes três, seis... "De que serve a tecnologia se o método se mantém? Cadê a nova escola?", diz o letreiro final da animação.

Paulo Gileno Cysneiros,  pesquisador do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), menciona essa animação como exemplo do que chama de inovação conservadora. "O conceito carrega uma contradição em si. No sentido de que uma tecnologia é utilizada para fazer algo que se poderia fazer sem ela. É uma inovação apenas na aparência", diz. Para Cysneiros, doutor em psicologia educacional pela Syracuse University, Estados Unidos, a tecnologia deve ser aproveitada quando acarreta uma compreensão melhor do objeto. E inova apenas quando possibilita uma perspectiva diferenciada de conhecimento e dá acesso a uma capacidade extra sem a qual não seria possível desenvolver uma determinada ação. "Por exemplo, quando eu escrevo com processador de texto, torno o texto flexível. Não tenho outra maneira de tornar o texto flexível", explica.

Cysneiros acredita também que o encantamento provocado pela tecnologia leva ao tecnicismo, ou seja, ao privilégio da técnica sobre o fim da ação. "O médico vai fazer uma determinada operação e tem todo o instrumental. Então escolhe a tecnologia exatamente adequada para aquilo. Em determinado momento, usa um bisturi a laser, mas em outros, uma faquinha, um bisturi normal, uma pinça ou um tomógrafo, sempre dentro do objetivo", exemplifica.

Evitar o "canto da sereia" da novidade é fundamental para as escolas que desejam implantar recursos tecnológicos, adverte o ex-professor titular da UFPE. "O novo é um dos aspectos mais fascinantes da tecnologia. Uma tecnologia nova não tem história. E uma coisa sem história é algo muito perigoso. Porque a história tem significações, mostra aspectos negativos. No caso da internet, quando surgiu todo mundo estava encantado com ela. Hoje em dia se vê que a internet tem aspectos fantásticos, mas outros deploráveis. A tecnologia é um dos adjetivos da educação. E se a gente confundir o adjetivo com o substantivo vai cair no tecnicismo", afirma.

Para Simone Terezinha Bortoliero, professora da Faculdade de Comunicação (Facom) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), os recursos da tecnologia são ilimitados, mas é preciso saber usá-los, mediar e orientar o seu uso. O enorme volume de informação circulando pelas mídias eletrônicas torna as crianças e os jovens mais vulneráveis. "O senso crítico pode ser comprometido a partir do momento que não conseguimos identificar o que é bom ou ruim do ponto de vista da informação", diz. No entanto, afirma Bortoliero, "isso não seria um problema, se na base do sistema formal de ensino tivéssemos uma educação para as mídias, adotada nas escolas, que pudesse contribuir para o debate sobre o uso das tecnologias".

A professora da UFBA acredita que as novas tecnologias estão modificando a forma como os alunos encaram a educação. Deixam de pesquisar em livros e passam a utilizar intensamente a internet. "A falta de leitura não é somente de livros, mas percebemos que as crianças e os jovens têm dificuldades para interpretar as informações que circulam na rede, porque desenvolveram primeiro a capacidade técnica de uso dessa mídia, como apertar, recortar e colar. Isso é um fato. Com o domínio técnico se tornaram mais velozes, entram e saem de qualquer programa com grande facilidade. Já possuem domínio da ferramenta. Agora, saber ler é outra coisa. Saber ler é um ato que faz parte de um entendimento sobre o mundo, não importa se na internet, nos outdoors das ruas, nas embalagens de supermercado ou programas de televisão". E acrescenta: "Se julgamos que somos educadores é necessário conhecer de forma aprofundada essas novas formas de comunicação e não fingir que nada está acontecendo. Vamos adotar como experiência diária o saber fazer com as crianças e jovens e não, para elas".

 

O computador em casa

No artigo "Os determinantes do desempenho escolar do Brasil", o economista Naercio Menezes Filho, professor do Ibmec São Paulo e da Faculdade de Economia e Administração da USP, afirma que entre outros fatores a utilização de métodos de ensino que utilizam computadores e o número desses equipamentos na escola pouco influenciam o desempenho dos alunos brasileiros.

Para Menezes, isso se explica pelo fato de a tecnologia não exercer um papel fundamental nas relações de aprendizagem, diante de um quadro em que o professor muitas vezes está desmotivado e os alunos desinteressados. "Quer dizer, não existem as mínimas condições para que haja aprendizado efetivo do professor e do aluno. Nessas condições, colocar computador ou laptop não vai adiantar nada praticamente." Além disso, afirma que nas escolas em que os computadores não ficam em laboratórios fechados, dificultando o acesso, os estudantes se dedicam mais a navegar pela internet e a trocar mensagens. "Isso mostra que o computador é prejudicial ao aprendizado na medida em que o aluno se dispersa com outras coisas."

Baseado em dados do Sistema de Avaliação do Ensino Básico (Saeb) de 2003, o estudo mostra, porém, uma situação de melhora de desempenho quando se trata de alunos de escolas privadas com computadores em casa. Para Menezes, essa situação se explica pela condição socioeconômica diferenciada desses estudantes. "Geralmente nessas famílias a escolaridade dos pais é mais elevada, os pais entendem a importância da educação, entendem muitas vezes o que é um bom uso do computador e monitoram seus filhos", explica.

O site de Valdemar Setzer (www.ime.usp.br/~vwsetzer)  traz no alto da página em letras grandes a seguinte advertência: "Deixe as crianças serem infantis: não lhes permita o acesso à TV, jogos eletrônicos e computadores/Internet!". Para o pesquisador e ex-professor titular do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística da USP, os badalados recursos tecnológicos tão cultuados pelas crianças e adolescentes deveriam ser, se não banidos, pelo menos usados com a máxima parcimônia. Não só nas salas de aula como em casa.

Setzer é autor de dezenas de livros e artigos sobre tecnologia e educação, todos sustentados em ampla bibliografia e pesquisas, que apontam os efeitos nocivos causados pelos meios eletrônicos sobre os jovens. A televisão, por exemplo, causa sonolência nas pessoas, o que explica o movimento rápido e constante das cenas durante as transmissões dos programas. Assim, explica Valdemar Setzer, não sobra espaço para o telespectador formar imagens próprias, pois as pessoas não conseguem nem pensar sobre aquilo que está sendo transmitido. "O mais importante é criar nas crianças imagens, elas têm de treinar a imaginação. É muito mais importante criar imagens do que ver imagens. A televisão mata a capacidade de a criança ser fantasiosa", diz. Dessa maneira, essa mídia deveria ser usada nas escolas somente em casos excepcionais, para alunos a partir da 8ª série, e a transmissão de vídeos ilustrativos com no máximo 4 minutos de duração, seguida de intervenções do professor.

O uso da informática, segundo Setzer, é tão nocivo para o desenvolvimento das crianças quanto a televisão. "O computador é uma máquina matemática. Quando alguém dá um comando, ativa-se nele uma função matemática. Então é preciso pensar, raciocinar matematicamente, o que a gente chama de lógica simbólica. É tudo feito por meio de símbolos, existe uma lógica estrita. Dessa forma, força-se a pessoa a usar um tipo de pensamento que consiga fazer com que o computador interprete corretamente. Não se pode pensar qualquer coisa. Só aquilo que os comandos da máquina determinam. A pessoa não está percebendo, mas ela está usando um sistema bem definido." E acrescenta: "Compare isso com o relacionamento social ou atividade artística. Não existe nada tão bem definido. Alguém dá um presente para a sua namorada e de repente ela não gosta. O ser humano é imprevisível, o computador é totalmente previsível. Se não fosse assim, não teria a utilidade que tem. Isso produz nas crianças e adolescentes uma mentalidade de que tudo é previsível no mundo. Esse é um dos problemas".

Para Setzer, não são recursos informatizados que tornarão a educação mais atraente. As instituições falham por não produzir mais vivências. Por isso, sentencia:  "A escola não interessa aos alunos simplesmente porque ela é desumana. E não adianta querer que a tecnologia conserte a desumanidade da escola. A gente tem de consertar tornando a escola mais humana, não mais tecnológica. Está se corrigindo um erro produzindo um erro ainda maior".

Autor: Henrique Ostronoff

Fonte: Revista Educação nº 143

Data: Março de 2009

BLOG - Um recurso da Internet para a educação!



Os Blogs são páginas pessoais, em formato de diários, atualizadas a qualquer momento, trazendo links para outros blogs do dia-a-dia ou temas específicos, como cinema, arte música, educação e gira em torno de comentários sobre atualidades trazendo mais cor, expressão, identificação e individualidade à Internet.




É a abreviação da palavra Web (rede, teia) e Log (registro); Os Weblogs são feitos no meio on-line, e os usuários que mantém esses registros na Internet são chamados de “blogueiros”.

Weblogs, ou blogs, consistem em publicações de conteúdos como textos, links, fotos, poesias, déias, piadas, notícias etc... de forma cronológica como um jornal, ficando arquivado por um período determinado, através do próprio browser tornando-se mais fácil criar e publicar uma página Web como espaço pessoal, que faz do weblog mais de uma ferramenta tecnológica, mais uma forma de inclusão na comunidade Web.

Composto por pequenos parágrafos, segue uma linha de tempo, como um fato após o outro, semelhante a uma home page, mas com a vantagem de veiculação da informação em tempo real, numa maior possibilidade de interação com o leitor , que pode emitir sugestões, comentários, críticas e mandar recados, enfim tudo o que a imaginação do autor permitir; Os blogs também são uma excelente forma de comunicação entre uma família, amigos, grupo de trabalho, ou até mesmo empresas. Ele permite que grupos se comuniquem de forma mais simples e organizada do que através de e.mail ou grupos de discussão; Muitos são pessoais, intimistas, veiculam idéias ou sentimentos do autor, alguns são voltados para diversão e outros para o trabalho, mas também tem aqueles que misturam tudo. Mas, em geral, enfocam um tópico ou área de interesse para quem os escreve.

Usar um blog é como mandar uma mensagem instantânea para toda a web: você escreve sempre que tiver vontade e todos que visitam seu blog tem acesso ao que foi escrito.


O que isso significa para educadores e estudantes?

“Chega em boa hora, quando a Rede já não trazia mais muitas novidades” (BERNERS,1997).


Tim Berners-Lee’s, inventor da Web, em 1997 comentou aos membros da World-Wide Web consortium (WC3), que “A Web deve ser um meio para a comunicação entre povos: uma comunicação que produz conhecimento compartilhado.”

Certamente a natureza aberta e flexível dos weblogs incentiva tais diálogos; muitos usuários universitários de weblolgs, ou “bloggers” vem convidando indivíduos das comunidades locais, nacionais e internacionais a participar de suas aulas através de seus Weblogs. Nas mãos de professores criativos, os Weblogs podem permitir aos estudantes, conectar suas experiências de sala de aula ao mundo.

Os Weblogs podem dar suporte a Educação de várias formas, como um jornal acadêmico, um espaço de reflexão e discussão dos estudantes, uma forma de construir conhecimento de forma autônoma e coletiva (colaborativa), uma ferramenta para estimular e registrar pesquisas, uma memória coletiva para equipes remotas ou não, bem como uma orientação para um estudante novo. Ainda, mesmo que todo o seu potencial não seja explorado ao máximo, pode-se utilizá-lo para fornecer o conteúdo de um curso e suas atualizações, pois os professores podem publicar e atualizar materiais com mais facilidade, eficiência e flexibilidade.


BLOG: Diário de aprendizagem na rede

O Blog ainda é novidade como recurso de aprendizagem, mas a linguagem é bem conhecida dos adolescentes, que o utilizam para publicar páginas pessoais, como os tradicionais diários.


Na sala de aula, serve para registrar os conhecimentos adquiridos pela turma, durante os projetos de estudo, sendo possível enriquecer os relatos com links, fotos, ilustrações e sons; Os professores acompanham e orientam as pesquisas abrindo novos canais de comunicação e incentivando, com isso, o convívio e aprendizagem das tecnologias envolvidas, convidando os alunos para criarem juntos o blog da turma.

Todo o processo - escolher o servidor, eleger e editar o visual, inscrever os participantes e decidir o nome e os “objetivos”do blog - pode ser feito coletivamente.

Se cada educando colaborar com o blog uma vez por semana, já serão várias novidades por dia; É bom lembrar que os servidores tiram do ar os blogs que ficam muito tempo sem atualizações.

E o educador? Ele também teria acesso aos blogs pessoais dos alunos, podendo sempre comentá-los tirar dúvidas e selecionar bons textos e temas de discussão para levar para a sala de aula. Deixando os alunos livres para criar, sem compromisso de resultado ou nota, o professor obtém o que há de mais valioso nessa relação, passando a conhecer a cabeça de seus alunos, seus sonhos, medos, desejos e interesses.

Tudo isso vale também para o professor, seja como for, levar o recurso de blogs para a escola pode representar um salto na capacidade de comunicação dos alunos. Convidados a se divertir, eles estarão exercitando a leitura, a escrita, o senso crítico e a familiaridade com a informática. Os blogs são um símbolo do caráter democrático e plural da internet.


Hospedagem gratuita de blog

www.uniblog.com.br
www.blogger.com.br
www.terra.com.br


Saiba mais...


Sete motivos para um professor criar um blog * (Betina von Staa)

Nesse mundo da tecnologia, inventam-se tantas novidades que realmente é difícil acompanhar todas as possibilidades de trabalho que se abrem para um professor. Recentemente, surgiu mais uma: o blog.

No blog, tudo acontece de uma maneira bastante intuitiva; e com esse recurso, o educador tem um enorme espaço para explorar uma nova maneira de se comunicar com seus alunos. Vejamos sete motivos pelos quais um professor deveria, de fato, criar um blog.


1 - É divertido

É sempre necessário termos um motivo genuíno para fazer algo e, realmente, não há nada que legitime mais uma atividade que o fato de ela ser divertida. Um blog é criado assim: pensou, escreveu. E depois os outros comentam. Rapidamente, o professor vira autor e, ainda por cima, tem o privilégio de ver a reação de seus leitores. Como os blogs costumam ter uma linguagem bem cotidiana, bem gostosa de escrever e de ler, não há compromisso nem necessidade de textos longos, apesar de eles não serem proibidos. Como também é possível inserir imagens nos blogs, o educador tem uma excelente oportunidade de explorar essa linguagem tão atraente para qualquer leitor, o que aumenta ainda mais a diversão. O professor, como qualquer “blogueiro”, rapidamente descobrirá a magia da repercussão de suas palavras digitais e das imagens selecionadas (ou criadas). É possível até que fique “viciado” em fazer posts e ler comentários.


2 - Aproxima professor e alunos

Com o hábito de escrever e ter seu texto lido e comentado, não é preciso dizer que se cria um excelente canal de comunicação com os alunos, tantas vezes tão distantes. Além de trocar idéias com a turma, o que é um hábito extremamente saudável para a formação dos estudantes, no blog, o professor faz isso em um meio conhecido por eles, pois muitos costumam se comunicar por meio de seus blogs. Já pensou se eles puderem se comunicar com o seu professor dessa maneira? O professor “blogueiro” certamente se torna um ser mais próximo deles. Talvez, digital, o professor pareça até mais humano.


3 - Permite refletir sobre suas colocações

O aspecto mais saudável do blog, e talvez o mais encantador, é que os posts sempre podem ser comentados. Com isso, o professor, como qualquer “blogueiro”, tem inúmeras oportunidades de refletir sobre as suas colocações, o que só lhe trará crescimento pessoal e profissional. A primeira reação de quem passou a vida acreditando que diários devem ser trancados com cadeado, ao compreender o que é um blog, deve ser de horror: “O quê? Diários agora são públicos?”. Mas pensemos por outro lado: que oportunidade maravilhosa poder descobrir o que os outros acham do que dizemos e perceber se as pessoas compreendem o que escrevemos do mesmo modo que nós! Desse modo, podemos refinar o discurso, descobrir o que causa polêmica e o que precisa ser mais bem explicado ao leitor. O professor “blogueiro” certamente começa a refletir mais sobre suas próprias opiniões, o que é uma das práticas mais desejáveis para um mestre em tempos em que se acredita que a construção do conhecimento se dá pelo diálogo.


4 - Liga o professor ao mundo

Conectado à modernidade tecnológica e a uma nova maneira de se comunicar com os alunos, o educador também vai acabar conectando-se ainda mais ao mundo em que vive. Isso ocorre concretamente nos blogs por meio dos links (que significam “elos”, em inglês) que ele é convidado a inserir em seu espaço. Os blogs mais modernos reservam espaços para links, e logo o professor “blogueiro” acabará por dar algumas sugestões ali. Ao indicar um link, o professor se conecta ao mundo, pois muito provavelmente deve ter feito uma ou várias pesquisas para descobrir o que lhe interessava. Com essa prática, acaba descobrindo uma novidade ou outra e tornando-se uma pessoa ainda mais interessante. Além disso, o blog será um instrumento para conectar o leitor a fontes de consulta provavelmente interessantes. E assim estamos todos conectados: professor, seus colegas, alunos e mundo.


5 - Amplia a aula

Não é preciso dizer que, com tanta conexão possibilitada por um blog, o professor consegue ampliar sua aula. Aquilo que não foi debatido nos 45 minutos que ele tinha reservados para si na escola pode ser explorado com maior profundidade em outro tempo e espaço. Alunos interessados podem aproveitar a oportunidade para pensar mais um pouco sobre o tema, o que nunca faz mal a ninguém. Mesmo que não caia na prova.


6 - Permite trocar experiências com colegas

Com um recurso tão divertido em mãos, também é possível que os colegas professores entrem nos blogs uns dos outros. Essa troca de experiências e de reflexões certamente será muito rica. Em um ambiente onde a comunicação entre pares é tão entrecortada e limitada pela disponibilidade de tempo, até professores de turnos, unidades e mesmo escolas diferentes poderão aprender uns com os outros. E tudo isso, muitas vezes, sem a pressão de estarem ali por obrigação. (É claro que os blogs mais divertidos serão os mais visitados. E não precisamos confundir diversão com falta de seriedade profissional.)


7 - Torna o trabalho visível

Por fim, para quem gosta de um pouco de publicidade, nada mais interessante que saber que tudo o que é publicado (até mesmo os comentários) no blog fica disponível para quem quiser ver. O professor que possui um blog tem mais possibilidade de ser visto, comentado e conhecido por seu trabalho e suas reflexões. Por que não experimentar a fama pelo menos por algum tempo?Antes de fazer seu próprio blog, vale a pena consultar as realizações de algumas pessoas comuns ou dos mais variados profissionais. Faça uma busca livre pela Internet para descobrir o que se faz nos blogs pelo mundo afora e (re)invente o seu!


* Betina von Staa é coordenadora de pesquisa em tecnologia educacional e articulista da divisão de portais da Positivo Informática. Autora e docente de cursos on-line para a COGEAE, a Fundação Vanzolini e o UnicenP, é doutora em Lingüística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC-SP.


Referências bibliográficas

  • DICKINSON, Guy. Weblogs: can they accelerate expertise? Tese de mestrado em Educação da Ultralab, Anglia Polytechnic University, Reino Unido, 2003. Acesso em: 29 jul. 2005.
  • GENTILE, Paola. Blog: diário (de aprendizagem) na rede. Nova escola, jun./jul. 2004. Acesso em: 29 jul. 2005.
  • KOMESU, Fabiana Cristina. Blogs e as práticas de escrita sobre si na Internet. In: MARCUSCHI, Luiz Antônio;
  • XAVIER, Antônio Carlos. Hipertexto e gêneros digitais. Rio de Janeiro: Lucerna, 2004.
  • LEARNING and Leading with Technology. BlogOn, 2005. vol 32, n. 6.

Créditos - BLOG

revistaescola.abril.com.br/blog/blog_indice.shtml
www.educacional.com.br
www.educarede.org.br/educa/index.cfm
www.infowester.com
www.insite.com.br
www.sinprosp.org.br

Fonte: WebEduc - O Portal de Conteúdos Educacionais do MEC
Data: 25/02/2009

Treinamento: curso a distância é opção mais viável em tempos de crise


A crise financeira global tem feito com que muitas empresas busquem maneiras de cortar gastos. Num cenário de incertezas, sem saber como a demanda se comportará nos próximos meses, o melhor é se prevenir. Por isso, muitas delas foram obrigadas a economizar com o treinamento de funcionários. Uma das alternativas encontradas tem sido o ensino a distância.


"Diariamente, estamos sendo contatados por profissionais da área de Recursos Humanos em busca de cursos de capacitação profissional a preços customizados, tanto de empresas nacionais como estrangeiras, principalmente em Angola, Moçambique e Portugal", afirmou a diretora de e-Learning da ECID (Educação Continuada Internacional a Distância), Magali Fernandes.

Necessidade

Em economias em franca expansão, os cursos profissionalizantes a distância por e-Learning passaram a ser fundamentais, uma vez que estes países precisam que os profissionais se atualizem, a valores acessíveis. Além dessa vantagem, o aluno tem a oportunidade de estudar no momento mais conveniente, sem que prejudique sua rotina no trabalho.

No Brasil, além de o ensino a distância ser necessário porque o país está em expansão, ele também é importante devido à dimensão territorial. "O ensino a distância é uma realidade necessária em nosso país de dimensões continentais", afirmou o presidente-executivo do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), Luiz Gonzaga Bertelli.

Personalização

De acordo com o coordenador pedagógico dos cursos industriais e profissionais da área de engenharia da Refinaria de Capuava (Petrobras), Edvaldo Nazário, é possível desenvolver qualquer curso da área de interesse dos alunos, sejam eles pessoas físicas ou grupos corporativos. "Os cursos e conteúdos pedagógicos podem ser formatados e customizados de acordo com as necessidades dos alunos ou da empresa, tendo como base informações fornecidas pela área de treinamento de pessoal".

Jovens

A supervisora de Educação a Distância do CIEE, Rosa Maria Simone, citou uma pesquisa realizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento que mostra que o jovem de 15 a 19 anos está despreparado para a vida profissional. O ensino a distância pode vir a suprir essas necessidades dos jovens, desde que adaptado.

"Suas principais dificuldades (dos jovens) referem-se à capacidade de expressão e de interpretação de textos. Eles também são pouco disciplinados, não têm clareza em relação às expectativas para o futuro, têm pouca noção de hierarquia e administram mal o tempo", disse.

Por isso, de acordo com ela, quando o curso a distância for oferecido a jovens, deve ser mais direto e dinâmico.

Fonte: UOL Notícias
Data: 13/02/2009

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Um pouco de arte...

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Meu passatempo favorito é a fotografia digital e tratamento de imagens!

Lusco-fusco em Corumbá-MS

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Até uma foto com problemas de foco e que, teoriamente, estaria perdida, pode se transformar em obra de arte!